4 de maio de 2017

sábado bíblico


VOCE PRECISA SABER A ORIGEM DO SÁBADO NO CALENDÁRIO ECLESIÁSTICO CATÓLICO

 A ORIGEM DO SÁBADO NO CALENDÁRIO ECLESIÁSTICO CATÓLICO

O SÁBADO DE ORIGEM CATÓLICA QUE OS ADVENTISTAS ADOTARAM COMO MANDAMENTO NÃO É O SHABAT DA LEI

Quero aqui repetir a história do sábado oficialmente usado como dia de descanso corporal pelos adventistas e por outros sabadistas, cujo sábado atualmente é o sábado gregoriano. A história desse sábado vem de tempos remotos. O sábado, chamado de sabbatum litúrgico, vem do tempo em que o calendário eclesiástico foi criado pela igreja Católica. Nessa mesma época foi ele copiado do dia de saturno, ou seja, após ser clonado passou a ser chamado de sabbatum litúrgico.

Posteriormente veio a convocação do Concílio de Nicéia em 325 dC. O sábado que, hoje, se encontra no calendário gregoriano, foi introduzido anteriormente no calendário juliano, e continuou adaptado nesse mesmo calendário após o ano 1582. E nesse mesmo ano o calendário juliano passa por mais uma reforma sob a tutela do papa Gregório XIII. Logo após a reforma o calendário juliano foi denominado de calendário gregoriano.

E é justamente o calendário gregoriano, que os adventistas e os outros sabadistas, têm usados para guardarem o dia de sábado (o sábado gregoriano) e os dias de festas comemorativas e feriados nacionais, e dias “santos” da igreja Católica. Mesmo que eles não guardassem literalmente os dias santos católicos, ainda assim os têm como descanso ferial. E fazem uso do sábado, o sabbatum, do latim litúrgico, visto que o sábado que os adventistas dizem que guardam é justamente desse calendário.

Na verdade não guardam. Eles simplesmente descansam seus corpos ou folgam nesse dia, suprindo o sábado do Decálogo e o substituindo pelo sábado dos católicos. Eles trocaram o shabat do calendário hebraico pelo sabbatum do calendário gregoriano. Ou seja, como apóstatas, renegaram o sábado do calendário hebraico chamado de shabat.

Mesmo que eles preguem incansavelmente sobre a Lei e sobre o sábado, o sábado deles não tem nenhuma ligação com a Lei do Antigo Testamento e nem com o shabat do Decálogo. E por que é que não tem esse vínculo? Porque o sábado deles é o sabbatum litúrgico católico, o sábado gregoriano.

E, ao defenderem suas teses, esses modernos sabadistas afirmam que se não descansarem nesse suposto sábado, que é do atual calendário católico gregoriano, não serão salvos. Que tolice! Dizem que, quem não descansa nesse sábado, atual calendário, não está fazendo a “vontade de Deus”. Dizem também que estão guardando “os mandamentos de Deus” só pelo fato de eles descansarem socialmente e corporalmente no sábado gregoriano.

Há outra coisa que eles dizem em suas teses: que o sábado deles vem desde a criação, e que esse suposto sábado nunca sofrera interrupção. Que o sábado deles é o mesmo sábado do sétimo dia após Deus ter criado todas as coisas.

Entretanto quero aqui refutar essas declarações que faltam com a verdade, pois eu já disse e provei anteriormente que o sábado deles é o sábado gregoriano. E sendo o sábado gregoriano não é o shabat. Eu sei e os adventistas sabem muito bem que o shabat está no calendário hebraico e que o sábado do calendário gregoriano não é, nunca foi e jamais será o shabat. Trata-se de um tipo de sábado copiado do dia de saturno ou do shabat do Decálogo pelo catolicismo romano, cuja copia foi apenas no título de “sábado”.

Já tenho explicado através das informações que colhi em sites da internet, o sábado do calendário gregoriano católico é o sabbatum do latim litúrgico. Conforme o que é explicado nesta obra. Se o sábado gregoriano tem a sua origem no latim litúrgico é evidente que esse sábado não é o shabat. E por se tratar do latim já demonstra que o sábado do atual calendário que nós usamos tem sua origem dentro do catolicismo romano. E pelo fato de ser e pertencer ao latim litúrgico já está indicando e apontando que o tal sábado gregoriano, chamado de sabbatum litúrgico, pertence ao catolicismo romano.

Amigo Leitor, se acaso os adventistas guardassem mesmo o shabat eles até que teriam razões em afirmar que o sábado deles nunca sofrera interrupção desde a criação até agora. O shabat sim nunca fora interrompido, pois o mesmo fora preservado pelo povo de Israel e está introduzido no calendário hebraico.

E, por falar em calendário hebraico, o amigo Leitor já viu algum adventista ou outro sabadista usar o calendário hebraico? É bem provável que não, pois os adventistas e os demais sabadistas gostam muito é do calendário católico gregoriano, no qual se encontra o sábado gregoriano cujo dia é o que eles mais gostam e pregam.

No entanto o sábado deles, que na verdade é o sabbatum litúrgico, também não passou por nenhuma interrupção, pois de fato, desde quando a igreja Católica o criou em sua liturgia e o introduziu no calendário juliano no Concílio de Nicéia, ele continua lá até hoje. Mesmo que o calendário juliano tenha recebido a titulação de calendário gregoriano, em 1582, esse sábado continua firme nesse calendário até hoje. Assim os adventistas também continuam firme arraigados nesse sábado gregoriano, o sabbatum litúrgico, até aos dias de hoje.

Já disse e continuo afirmando: o sábado dos adventistas e de outros sabadistas é, com certeza absoluta, o sabbatum litúrgico. Na verdade esse sábado tem sua origem dentro do catolicismo romano, pois o mesmo foi criado a partir do segundo século, pela igreja Católica, como dia litúrgico. Usado como dia de jejum, rezas e orações litúrgicas, não como dia de descanso. Quem atualmente usa como dia de descanso corporal são os adventistas e todas as agremiações sabadistas que seguem, em parte, o mesmo sistema da igreja adventista tradicional. 

A distinção entre o sábado deles e o shabat é muito grande, pois de fato o sabbatum católico deles não se encontra no calendário hebraico e, por outro lado, o sábado chamado de shabat também não existe no calendário gregoriano.

O sábado deles começa e termina de zero a zero hora. Enquanto que o sábado do Decálogo, o shabat, começa e termina de pôr do sol a pôr do sol. São fatos determinantes que provam que eles adotaram tão somente o calendário gregoriano, e fazem uso do sábado desse calendário de um modo total, sem qualquer restrição.

O sábado gregoriano começa de zero hora à zero hora, os adventistas, até tentam imitar alguma coisa do shabat, ao começar o descanso corporal de pôr do sol a pôr do sol, tal qual a regra do shabat; no entanto eles usam esse sistema no sábado do calendário gregoriano católico, o sabbatum litúrgico. O sábado deles não tem nenhuma forma de cerimônias solenes, enquanto que o shabat do Decálogo tem as cerimônias solenes que Deus deu como mandamentos para os filhos de Israel. Isso está escrito em (Lv.23.2-4).

Acredito que o amigo Leitor entendeu porque eles defendem tanto as suas teses as quais não têm fundamento bíblico veterotestamentário. Tenho provado, com textos bíblicos e com argumentos, as diferenças entre o sábado dos adventistas e o shabat do Decálogo. Eles defendem bem a tese deles sobre o descanso físico corporal, porém agem assim só porque descansam no sabbatum chamado de sábado, o sábado da semana de feiras litúrgicas Católicas o sábado do calendário gregoriano.

Na verdade o que eles fazem é procurar imitar o shabat da Lei, mas não passa apenas de uma imitação de descanso corporal. Descanso físico a cada final de semana é algo natural de todo ser humano. Já afirmei, com fortes argumentos, que até o homem ímpio e o ateu fazem o mesmo, sem se quer adorar a Deus na hora desse descanso corporal, ou seja, o homem ímpio e o ateu não adoram o Senhor em nenhum dia, no entanto descansam seus corpos.

Os adventistas fazem uma balbúrdia nesse negócio de descanso corporal com o culto a Deus. Descanso corporal é algo biológico e inerente a todos os seres humanos. Nem sempre o descansar o corpo, mesmo no shabat, significa que o indivíduo adorou a Deus ou praticou esse descansou para o Senhor Deus. O homem judeu, mesmo não crendo que Deus existe, acaba descansando seu corpo no shabat apenas por ser judeu, por questão de cultura e costume da sua etnia e de necessidade biológica. Mas seu descanso não é composto de adoração a Deus pelo fato desse homem ser ateu.

É importante deixar bem frisado que descansar o corpo, como os adventistas fazem, nem sempre significa servir a Deus. (Creio que os adventistas e os outros sabadistas servem ao Senhor, mesmo eles não guardando o shabat). Certamente é por essa razão que Deus exigiu que, para guardar o sábado chamado de shabat, era necessário guardar todas as cerimônias e ritos solenes.

Amigo leitor leia atentamente os textos a seguir onde fala que ao sábado do sétimo dia Deus o chamou de solenidade. E as solenidades eram as cerimônias ligadas a esse sábado, o qual fazia parte das santas convocações com as outras festas solenes.

Vejamos como estes textos falam do sábado do sétimo dia como sendo de ordem cerimonial: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes:

“As solenidades do Senhor, que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas solenidades: Seis dias obra se fará, mas ao sétimo dia será o sábado do descanso, santa convocação; nenhuma obra fareis: sábado do Senhor é em todas as vossas habitações. Estas são as solenidades do Senhor, as santas convocações, que convocareis no seu tempo determinado.” (Lv.23.2-4)

E sobre essas solenidades que são vinculadas ao shabat do Decálogo continua a seguir, até o versículo quarenta e quatro desse mesmo capítulo de Levítico. O que eles, os modernos sabadistas, fazem é abandonar e desprezar os mandamentos cerimoniais que realmente são mandamentos de Deus.

Eles deveriam guardar todas essas solenidades, já que eles dizem que a Lei não foi abolida por Cristo. As solenidades que acompanham o shabat do Decálogo e os sábados festivos estão em (Lv23.2-4). Eram todas as festividades e cerimônias que realmente faziam parte do culto a Deus. E não apenas um descanso corporal isolado de um dia. Esse mandamento de descansar somente o corpo no dia de sábado gregoriano nunca existiu no Antigo Testamento. O shabat só era válido com as festividades cerimoniais, do contrario não servia como culto para o todo-poderoso Deus.

Se você, amigo adventista, quer mesmo descobrir os erros de sua religião é só se informar com um judeu que ainda vive no regime da Lei do Antigo Testamento. E você vai ter todas as respostas a esse respeito. Digo isso para quem está tentando guardar alguma coisa da Lei e, ao mesmo tempo, não vai poder guardar nada da Lei. Se o amigo Leitor estiver interessado em saber, dê uma boa olhada no que os adventistas praticam no dia a dia em suas vidas religiosas. E vai ver que eles e os outros sabadistas de outras religiões, na verdade, não praticam nada da Lei do Antigo Testamento. O que realmente praticam é igual ao que praticam os evangélicos ou outras pessoas bem honestas ou quaisquer bons cidadãos que procuram “andar direitinho na vida” conforme manda a Lei moral e social de seu país.

E assim as pessoas que se acham justas acabam praticando todos os mandamentos morais do jeito que estão escritos no Decálogo. Então eu comparo essas pessoas aos sabadistas, pelo fato de todos eles praticarem obras tal e qual aos adventistas.

Talvez o amigo Leitor venha perguntar: mas e o sábado que os adventistas guardam as pessoas honestas não guardam? Os adventistas, e os demais sabadistas das outras religiões, nunca guardaram, nem guardam e jamais guardarão o sábado do Decálogo chamado de shabat. Já falei o suficiente e escrevi nesta obra; os sabadistas apenas descansam seus corpos no sábado gregoriano do calendário católico.

A título de curiosidade observem em todos os finais de semana e você verá que esses sabadistas recorrem ao calendário gregoriano a procura do sábado que está nesse calendário para darem descanso aos seus corpos. E o que acontece depois desse repouso no sábado latino? Eles pregam aos evangélicos que repousaram do jeito que está escrito nos Dez mandamentos.

Amigo leitor, é assim que eles fazem, essa é a vida deles. Eles pregam sobre o sábado do Decálogo, (e nunca falam em shabat) mas descansam seus corpos no sábado gregoriano, ou seja, usam um sábado e falam de outro. Nesse caso não estão promovendo a verdade.

É importante ressaltar que não é fácil para os atuais sabadistas, nos dias de hoje, guardar todo aquele cerimonialismo da Lei vinculado ao shabat do Decálogo. Pois de fato eram pesados demais. É por esse motivo que eles (os adventistas e os outros sabadistas) atualmente procuram apenas descansar no sábado clonado da atual semana de feiras litúrgicas que se encontram no calendário gregoriano, como fazem os católicos no domingo. E ensinam aos seus fiéis para que guardem o sábado do calendário gregoriano, e depois e dizem a eles que é o sábado do Decálogo, pois ambos são iguais (embora a Bíblia não diga isso).

Ora, senhores seguidores da teologia sabadista, o sábado do Decálogo é o shabat e esse sábado é também chamado de shabat no calendário hebraico. O sábado de vocês é do calendário gregoriano católico, denominado de sábado gregoriano.

Para guardar literalmente o shabat é necessário guardar as cerimônias vinculadas ao shabat. E vocês sabadistas por que não estão colocando em prática os elementos sagrados cerimoniais que tem na Lei e no calendário hebraico como fazem os judeus? Quero deixar esta pergunta aqui para os adventistas e os outros sabadistas responderem: os mandamentos cerimoniais e solenes vinculados ao o shabat são ou não são mandamentos de Deus? Com certeza são sim mandamentos de Deus, pois foi Deus quem entregou esses mandamentos a Moisés.

A Bíblia diz que os mandamentos de Deus não são pesados, os adventistas e os outros sabadistas são incansáveis ao pregarem para os evangélicos esse versículo. Porém não ensina para guardar o shabat e sim o sábado gregoriano, aquele sábado que está no calendário católico, colocado lá pela igreja Católica. Ora amigos adventistas o sábado gregoriano não tem nenhum cerimonial como tem o shabat. Seria por esse motivo que vocês preferiram optar pelo sábado gregoriano? Responda para seus adeptos.

Guardar o sábado (shabat) do Decálogo e os outros sábados festivos, como manda os mandamentos da Lei, requer obedecer às restrições do shabat do calendário hebraico, pois de fato é o mesmo shabat do Decálogo, e essa ordem vem diretamente de Deus, no livro de Lv. 23.2-4. Se o amigo adventista ou outro sabadista ler esses textos de Levítico vai ver que lá o shabat é chamado de sétimo dia. E Deus o chamou de sétimo dia de solenidade, ou seja, “de minha cerimônia” e esse sábado chamado de shabat é o sábado do Decálogo (Êx.20.1-17), conforme diz Lv.23.2-4.

Toda referencia bíblica ao sétimo dia, somente se refere ao shabat no Velho Testamento e até no Novo Testamento. E em qualquer parte da Bíblia nunca se faz referência ao sábado gregoriano, o motivo é porque esse sábado, somente surgiu após a igreja Católica criar o calendário eclesiástico para seu próprio uso interno, na qual após algum tempo os seus bispos a padres introduziram o sabbatum litúrgico. Acho muito estranho os adventistas adotarem esse sábado gregoriano catalisado, e chamá-lo “sábado” de Deus! É realmente rebaixar e apostatar do shabat, o sábado do Decálogo.


 HÁ DISTINÇÃO ENTRE O SHABAT DA LEI E O SABBATUM GREGORIANO CATÓLICO

De acordo com o estudo apresentado neste livro existe uma enorme diferença entre shabat da Lei e o sabbatum do calendário católico. O que dificulta a credibilidade dos argumentos dos adventistas e demais sabadistas, acerca de colocar em prática o verdadeiro sábado da Lei, é justamente o fato de terem adotado um tipo de sábado, o católico, que não tem nenhum vínculo com a Lei, já que tal sábado está completamente fora do contexto bíblico. Uma vez que faltam todos os elementos sagrados cerimoniais do shabat da Lei, que os atuais sabadistas, em hipótese alguma, não guardam e ainda desprezam. Considerando, ainda, que batem no peito se dizendo os guardiões dos “mandamentos de Deus” Mas quais mandamentos de Deus? Se eles não guardam nem o shabat como o judeu guarda! Quanto mais os mandamentos cerimoniais, ordenados por Deus, que são mais difíceis. Por que eles não guardam? Porque é complicado. Porque são pesados todos os Mandamentos da Lei de Deus. Os mandamentos da Lei do Antigo Testamento eram tão pesados, que o apóstolo Paulo disse que era jugo pesado. Notamos o que esse apóstolo disse:

“Estai, pois firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão.” (Gl.5.1)

Eles sabem que se tivessem adotado guardar os sábados do calendário hebraico teriam juntamente também que guardar o shabat do Decálogo que tem em sua essência todas as cerimônias ordenadas pela Lei de Deus, ou seja, pelo próprio Deus. Essas cerimônias agregadas ao shabat são denominadas de “santa convocação” “minhas cerimônias” “minhas solenidades” (Lv.23.2-4) Isso mesmo! O sábado do Decálogo, o shabat, é composto de ritos e cerimônias. O shabat do Decálogo é chamado por Deus de a minha cerimônia.

Ora, se o shabat é chamado por Deus de a minha cerimônia, então o shabat não é mandamento moral como dizem os adventistas. A solenidade é cerimônia. O shabat era chamado por Deus de dia solene.

Amigo leitor, se você é sabadista que adotou o clonado sábado, sabbatum, que tem a sua procedência da semana Católica litúrgica, eu pergunto: por que vocês não aceitam guardar os mandamentos do Senhor Deus, que são as santas convocações e as solenidades, que são inseparáveis do shabat do Decálogo? Essa santa convocação e essas solenidades NÃO existem no sábado clonado da semana dos dias de feiras Católicas, adotado por vocês. E é justamente este sábado, do atual calendário católico, que os adventistas adotaram para facilitar o descanso corporal nos finais de semana.

Então pergunto: é útil guardar o sábado “pirata” da semana de feiras litúrgicas romanas? Se não fazem como mandam os rigorosos mandamentos da Lei de Deus, por que insistem tanto nesse sábado espúrio e pagão?

Jesus como autor das doutrinas e mandamentos do Novo Testamento não ensinou e também não apontou qual dos vários tipos de sábados (shabats), que tinha na Lei, qual deles iriam servir para a igreja do Novo Testamento usar oficialmente como dia de repouso. Ou seja, a igreja do Novo Testamento não recebeu como ordem expressa em mandamento, para guardar o shabat.

É importante ressaltar que guardar algum tipo de sábado dos que existem na Lei, nos quais são os shabats, não existe nenhuma declaração ou explicação que diz que se guardarmos o shabat do Decálogo, venha trazer benefícios e avanços espirituais na área do avivamento e de despertamento da nossa alma diante do Senhor Deus.

Se não traz resultados benéficos e espirituais para a alma, então não existe um porquê para guardar o shabat da Lei do Decálogo. E tampouco serve para nós como igreja de Cristo, o sábado copiado do dia de saturno. Que foi transformado em dia de feira litúrgica Católica, e que foi adotado pela cofundadora do adventismo e por todos os outros sabadistas, cujo sábado se encontra no calendário gregoriano.


 TERRA, A FABRICANTE DO SÁBADO

Tanto o sábado do atual calendário, quanto qualquer outro dia, tem vinte e quatro horas, precisa do giro rotativo completo da terra, isto é, trata-se de um elemento físico e passageiro. O que é distinto da moral e que não tem como misturar com o moralismo previsto na Lei.

Dia é apenas dia. Moral é atributo inerente ao ser humano. Não é possível vincular o dia com a moral, pois ambos são distintos, diferentes e estranhos entre si, a ponto de não se ligar, e que torna impossível do dia ter o atributo da moral.

É inadmissível a moral ser ligada a algum dia da semana. Logo, alguém que chama um dia de dia moral, é porque não conhece a natureza do dia. De onde vem o dia? De onde vêm os dias da semana? A resposta que temos é que os dias são formados pela da rotação da terra, quando esta gira em torno de seu eixo imaginário. Agora vejam bem o que tem haver a rotação da terra na produção dos dias da semana, com a moral ou com o moralismo da Lei? Nada.

Portanto, também quero ressaltar que o sábado ou sabbatum é realmente um elemento de natureza física, nem esse elemento físico e nem a Lei de Deus, que mesmo sendo procedente da ordenação divina, não significa que é eterna. Os sabadistas estão tentando eternizar o sábado deles e a Lei, algo impossível de ser realizado. 

A Lei do Antigo Testamento não faz parte do complexo da vida de plenitude espiritual e eterna no Espírito Santo. No qual a igreja de Cristo desfruta e recebe essa plenitude constantemente. Para nós que somos salvos, libertos em Cristo, o que importa é a vida espiritual de fé viva e transformadora. Que verdadeiramente é movida pelo glorioso Espírito Santo em nossa alma, no reino de Deus, na esfera da dispensação da vida espiritual.

Atualmente, e abundantemente, exercemos essas maravilhas no reino de Deus por nosso Senhor Jesus Cristo através de sua maravilhosa Graça. A vida espiritual do crente, que é nascido de novo, é vivida pela fé e pela graça cotidianamente na presença de Deus. O que torna qualquer mandamento da Lei, de certa forma, algo paradisíaco sem poder de regeneração, sem vida e sem a atuação do Espírito Santo.

Os mandamentos da Lei foram ultrapassados e abolidos por Cristo na cruz. Tanto a Lei como o shabat do Decálogo, não tem efeito nem eficácia, em paralelo com a comunhão que o salvo tem no Senhor Jesus Cristo. Por causa das virtudes dadas pelo Espírito Santo a todo aquele que está em comunhão, as quais são muito mais que mandamentos morais.

Sendo assim, tanto o shabat da Lei quanto o atual sabbatum ou o sábado do calendário gregoriano são totalmente desprovidos de qualquer virtude relativa à salvação oferecida por Cristo, dentro da dimensão espiritual na qual o Espírito Santo é o agente atuante. E é nessa esfera de vida espiritual que Ele vem transformando e regenerando vidas para a salvação. As vidas de pecadores para o reino de Deus. Cujas vidas são transformadas pelo poder regenerador do Espírito Santo. O apóstolo Paulo dá esse ensino na carta a Tito:

“Mas quando apareceu a benignidade e a caridade de Deus, nosso Salvador, para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito,mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador, para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros de segundo a sua esperança da vida eterna.” (Tt.3.4-7)

Ao considerar a obra do Espírito Santo na vida de um homem pecador, sem se importar com descanso corporal, cabe fazer a seguinte pergunta: Qual a utilidade do sabbatum, dia litúrgico católico, que os adventistas e os outros sabadistas utilizam para descansarem seus corpos?

Se buscarmos base na Bíblia para saber a verdade sobre isso, veremos que não há utilidade na vida espiritual, com certeza não há nenhuma. Vemos que guardar o sábado, tanto do calendário hebraico como do calendário gregoriano, não causa mudança espiritual. E não leva nenhum de nós a ter acesso à presença de Deus e tampouco nos encaminha à vida plena de comunhão com o Espírito Santo. E também não salva a ninguém. Tanto o sábado chamado de sabbatum litúrgico, como o shabat do Decálogo, são tão transitórios. Ambos são conseqüência da rotação da terra em torno de seu eixo. Dessa forma são fabricados e formados, sucessivamente, todos os dias da semana.

O SHABAT TINHA SUA IMPORTÂNCIA 

SOMENTE NA LEI

O povo de Israel guardava (e guarda) os sábados do calendário hebraico para quê? Para os israelitas tinha algum propósito? Sim, realmente o propósito da guarda do sábado cerimonial (não existe sábado que não seja cerimonial) do Decálogo e de outros sábados festivos solenes, era o fato de que eles continham elementos que constituíam partes inseparáveis da adoração e do culto a Jeová, exigidos por Deus como mandamentos.

Naquele tempo os sábados de todas as categorias do calendário hebraico tinham finalidade de adoração e louvor ao único Deus. E só o povo de Israel podia pôr o shabat em prática com exclusividade diante de Deus. Nessa época o shabat tinha a sua importância, pois era uma época diferente, ou seja, era do tempo em que a dispensação da Lei estava em vigência.

Agora é tempo da dispensação do Espírito Santo e da graça, que a rigor está em evidência na vida da igreja de Cristo. E há um Novo Testamento em vigência que tem sua base no sangue de Cristo. O Sangue que foi derramado na cruz. O sangue da nova aliança, o sangue do Novo Testamento, onde ao invés de ter uma Lei, como há no Velho Testamento, tem o evangelho; ou seja, tem o evangelho do poder de Deus, que conduz à salvação da alma do mais vil pecador. (Rm.1.16,17)


 NEM O SHABAT DA LEI E NEM O SÁBADO GREGORIANO TEM VIRTUDE ESPIRITUAL 

Biblicamente sabemos que o shabat é o sábado do Decálogo. Mas nem ele e nem os outros sábados festivos não têm nada de espiritualidade e nem de unção para a nossa alma, assim não vem surtir efeito de vida espiritual eficaz. E não servem como solenidade e celebração no culto evangélico, para os dias de hoje, na igreja de nosso Senhor Jesus Cristo. Uma vez que são elementos da Lei que já fora abolida na cruz mediante o sangue e a morte expiatória de Cristo.

“E,quando vós estáveis mortos nos pecados, e na circuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com Ele, perdoando-vos todas as ofensas, havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contraria, e a tirou do meio de nós, cravando na cruz. E despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. Portanto ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.” (Cl.2.13-17)

Nós que somos igreja viva de Cristo, vivemos na dispensação da Graça e do Espírito Santo. Na Graça e no Espírito Santo temos espiritualidade viva (Ef.3.2). Se estivermos na Graça, e no Espírito Santo é porque nascemos de novo. Se, porventura, nascemos de novo é porque fomos regenerados e transformados pelo Espírito Santo. Jesus falou da necessidade do novo nascimento pelo Espírito Santo:

“Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo.3.3) 

Quem tem uma vida espiritual exemplar e frutífera não há necessidade de guardar o shabat da Lei, ou o sábado gregoriano (sabbatum) que foi instituído pela igreja Católica, no latim litúrgico e no calendário eclesiástico. Esse sábado chamado de sabbatum não passa de mandamento de homem o qual os adventistas, através da sua cofundadora Helen White, adotaram sem procurar saber se era o verdadeiro shabat ou se seria o sábado gregoriano.

Infelizmente, em hipótese alguma, eles admitem o erro grotesco ao adotarem em seus estatutos o sábado chamado de sabbatum que é de origem romana e Católica, ou seja, o sábado gregoriano. Ao invés de adotarem o shabat, que era da Lei e era composto das cerimônias solenes, optaram pelo sabbatum litúrgico o sábado gregoriano que atualmente se encontra junto com os outros dias de feiras litúrgicas de origem Católica nas quais são: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira.

Na verdade eles também não teriam nem mesmo que adotar o shabat da Lei, porque o mesmo também já fora abolido por Cristo na cruz. (Cl.2.14-17). Todavia com base na vida espiritual que temos hoje, podemos analisar da seguinte forma: se somos nascidos de novo, temos o Espírito Santo! Jesus nos purificou e nos perdoou com o seu sangue. Preparando-nos assim para que, no dia de sua vinda, possamos morar no reino dos céus. E com tantas virtudes dadas pelo Espírito Santo em nossa vida espiritual, temos ampla bagagem de virtudes espirituais a ponto de torna dispensável qualquer sábado ou shabat da Lei como obrigação na vida cristã. Isto é, nem o sábado da semana de feiras litúrgicas gregorianas e nem o shabat do Decálogo e muito menos os outros sábados festivos da Lei, leva a efeito salvífico na alma de um ser humano.

De fato esses elementos da Lei não trazem nenhum benefício na vida espiritual. Nenhuma dessas práticas sabáticas, de origem legal ou de origem papal, nos dá acesso ao trono da Graça. No entanto o que realmente torna acessível para nós entrarmos diante da presença de Deus está definido na própria Bíblia:

“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12.14)

Então, se posso seguir a paz com todos e a santificação para ver e entrar na presença do Senhor; fica derrubado por terra qualquer mandamento dos homens. Como é o caso dos adventistas que receberam mandamento da senhora Ellen White para descansarem no sábado do calendário gregoriano.

Ora, se vou ver o Senhor através dessas virtudes, certamente vou ter acesso à presença do Senhor. Assim não precisamos de nenhum tipo de sábado. Vejamos o que nos orienta o apóstolo:

“Nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja; odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens, não por obras de justiça praticada por nós, mas segundo sua misericórdia. Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador.” (Tt.3.3-6)

Conforme esse ensino do apóstolo Paulo, é dispensável a guarda do sábado (shabat) da Lei que já foi anulada por Cristo. Também é dispensável fazer do sábado um mandamento, sabbatum do atual calendário católico, o qual não tem valor bíblico, pois não está escrito na Bíblia. Além de não ter virtudes espirituais é um tipo de sábado que não existe na Lei do antigo Concerto.

Sabemos, através da história relatada nos sites da internet, que o tal sábado é de origem Católica romana. Portanto não tem nenhum vínculo com os ensinos dos apóstolos no Novo Testamento, pois o mesmo foi criado e introduzido na semana de sete dias em substituição as calendas as nonas e os idos no calendário juliano. É por isso que é chamado de sabbatum, pois vem do latim litúrgico católico. O que, conseqüentemente, o torna um sábado católico sem legalismo, ou seja, um tipo de sábado fora da Lei do Velho Testamento que não se encontra na Bíblia.

Todos os shabats escritos na Bíblia são da Lei, ou seja, todos os sábados fazem parte do legalismo. Por isso quero continuar mostrando o quanto a vida espiritual que exercemos pela graça do Espírito Santo, é maravilhosa e que dispensa qualquer prática sabática nos dias de hoje. Paulo afirmou categoricamente, dessa vida espiritual que o Espírito Santo pôs sobre nós dizendo:

“Mas quando apareceu a benignidade e a caridade de Deus, nosso Salvador, para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feitos, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo que abundantemente Ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador, para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna” (Tt.3.4-7)

Os israelitas tinham motivo para guardar toda a Lei, pois eles receberam de Deus essa incumbência através de Moisés. E que duraria até Cristo, conforme diz o Senhor Jesus:

“A Lei e os profetas duraram até João, desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele. ” (Lc.16.16)

Conforme esse texto a Lei e os profetas tiveram sua duração até o aparecimento de João Batista. Com profeta João Batista fora anunciado o reino de Deus. Isto significa que no Reino de Deus não é anunciado ou ensinado a Lei e a doutrina dos profetas. É na verdade, anunciado o reino de Deus e suas regras. E quais ensinamentos são anunciados no reino de Deus? Os que foram ensinados por Cristo e pelos apóstolos nos evangelhos e nas epístolas.


 A LIBERDADE EM CRISTO

Veja como Paulo, apóstolo, nos ensinou sobre a liberdade de nós termos acesso à presença de Deus:

“Por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito” (Ef.2.18)

Conforme diz o apóstolo, essa acessibilidade à presença do Altíssimo somente acontece na vida da igreja por intermédio de Jesus Cristo. Então, com certeza o sábado por ser essencialmente um dia comum como qualquer outro dia não serve e não tem como se adaptar para a vida espiritual, uma vez que eu e você podemos ter acesso pela fé a Deus Pai, através de Jesus, pelo poder e graça do Espírito Santo.

No presente texto bíblico está bem transparente que temos acesso ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, sem qualquer exigência de guardar qualquer dia relativamente sabático. Seja esse dia de qualquer natureza.

Digo isso em relação à vida espiritual.

“Por isso também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”. (Hb.7.25)

Jesus pode salvar totalmente qualquer pessoa que se arrepender de seus pecados após crer no seu Nome e obedecer a sua Palavra. Ele salva e não dá, ou seja, Ele não deu mandamento para guardar o shabat e nem o sábado que está no calendário gregoriano.

O objetivo e propósito de Cristo é salvar as almas através do seu sangue e do seu nome, sem sequer usar os Dez mandamentos como um trampolim ou como meio medianeiro. Basta ler este versículo que comprova o que estou dizendo:

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (At.4.12)

A pessoa que crer no seu evangelho e aceitar a Ele como suficiente Salvador certamente será salvo. Jesus nunca vai exigir que o arrependido venha posteriormente guardar o shabatdo calendário hebraico e muito menos o sabbatum, do calendário católico gregoriano, que é atualmente usado como dia de descanso corporal pelos adventistas e outros sabadistas.

É impossível comparar a Lei, o shabat que, segundo o ensino do apóstolo Paulo, era jugo de servidão sobre a vida do povo de Israel; com a vida espiritual oferecida por nosso Senhor Jesus sobre a sua igreja, e que a sua igreja desfruta. É inadmissível e não dá nem para lembrar aquele chavão que tem no Decálogo da Lei, “lembra-te” e este “lembra-te” nada mais é do que se lembrar do shabat; o sábado cerimonial dos judeus. Esse chavão não é e nunca será para lembrar-se do sábado gregoriano, dia de descanso corporal e social dos adventistas e de outros sabadistas.

O correto é servir a Jesus seguindo-o de coração e entregar sem reserva a Ele, porque só Ele pode salvar totalmente sem precisar da pessoa fazer do sábado gregoriano ou do shabatsua capa de obras humanas. Seguir a guarda do sábado do calendário gregoriano como um meio de salvação é perda de tempo, pois só Cristo salva. 

Crer desse modo é crer em vão, pois está fora de cogitação espiritual qualquer obra humana, mesmo se incluir as obras da Lei, para tentar conseguir a salvação. Porque, seguindo esse caminho, alguém jamais conseguirá receber a vida eterna dada por Cristo. Na verdade o shabat da Lei é mais uma obra da Lei. E as obras da Lei não salvam ninguém.

Amigo Leitor, a salvação doada por Jesus é total, é completa, é abrangente. O shabat ou o sabbatum do atual calendário não salva, não liberta e não regenera vidas. Os shabats que tem na Lei, não transformam os corações escravizados pelo pecado, não traz esperança e vida eterna. Então não adianta “guardar” o sábado do calendário hebraico e muito menos o clonado sábado gregoriano. É perda de tempo na área religiosa. Nem mesmo o sábado do calendário hebraico, jamais vai trazer transformação na vida espiritual do crente salvo. Paulo deixou bem claro, a todos nós, com este sacro ensino:

“Pela graça sois salvos, mediante a fé; isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef.2.8-9)

Qualquer pessoa pode ser salva pela graça, com base na fé em Cristo Jesus, sem depender da guarda de qualquer um dos sábados que aí existe. No entanto os sabadistas, só porque descansam no sábado católico, acham que pode se salvar, mesmo descansando seus corpos em um dia da semana chamado sábado que não é o shabat.

Eles andam se vangloriando por guardar um sábado que foi clonado pela igreja Católica. Esse sábado somente apareceu quando foi criado o calendário eclesiástico, nesse mesmo tempo surgiu a oportunidade de criar o sabbatum litúrgico no latim oficialmente usado por aquela igreja.

Após criarem o sabbatum, imitando o shabat, em seguida o introduziram no calendário religioso dela para fins litúrgicos. Note bem, se os adventistas e os outros sabadistas guardassem mesmo o verdadeiro sábado, o shabat da Lei, com todas as cerimônias que tem, ainda assim não seria possível se salvar da perdição reservada aos pecadores.

Então não precisamos guardar o sábado para sermos salvos. Porque o sábado do Decálogo, que realmente é o shabat, mesmo sendo observado rigorosamente não é capaz de salvar ninguém. E se alguém insiste em guardar o sábado, o shabat, que é um mandamento da Lei do Velho Testamento, está contrariando o ensino do apóstolo Paulo aos romanos, capítulo 10 e versículo quatro que diz:

“Porque o fim da Lei é Cristo, para a justiça de todo aquele que crê”.

O sábado chamado de shabat é mandamento da Lei e está dentro da Lei. Se a Lei chegou a um ponto final, ou seja, chegou ao fim, com certeza foi através de Cristo. Foi Cristo quem fez o encaminhamento para por um fim na Lei com todos os mandamentos que tem nela. A Lei chegou ao seu fim; o que significa que terminou a sua vigência. Logicamente que o sábado foi somatoriamente incluído.

Cristo pôs um fim à Lei de Deus para que a justiça, pela fé, chegasse a todos aqueles que aceitassem e cressem no Filho de Deus. Para serem salvos recebendo de maneira gloriosa as doutrinas apostólicas que realmente são virtuosas e que trazem uma série de grandes e elevadas transformações nas vidas de pessoas, trazidas aos pés de Jesus pelo poder do Espírito Santo. Todavia, vemos aí que Jesus é o fim de tudo o que a Lei tem e de tudo o que a Lei é.

E o que ela realmente representa para a vida dos israelitas e de tudo o que a Lei ensina, conforme nos orienta o apóstolo Paulo na carta aos romanos. Cristo pôs um ponto final na prática da Lei e de todos os mandamentos. A obediência aos mandamentos morais, como os mandamentos cerimoniais, não vão trazer nenhum resultado de salvação. Pois só Cristo salva, através de uma confissão a Ele o nosso Senhor. A palavra de Deus afirma assim:

“Se com tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos serás salvo” (Rm.10.9)

Ora, sou salvo porque confessei que Jesus é o Senhor da minha vida. Tenho crido e confessado o seu nome e o aceitado como o meu Salvador. No entanto se eu estivesse sob a prática do regime da Lei, guardando qualquer um dos shabats escritos na Lei, certamente eu não seria beneficiado com a salvação que agora tenho no meu Salvador que é Cristo. 

O apóstolo Paulo falou que ninguém poderia ser justificado pela Lei e ao mesmo tempo ser salvo. De fato, guardar o sábado clonado que é apenas uma imitação do shabat do calendário hebraico, jamais vai trazer resultados espirituais na vida do povo de Deus. Se o Senhor Jesus tem me dado a renovação da alma, pelo poder e atuação do Espírito Santo. E se me revestiu do novo homem, que é criado por Deus em justiça e retidão procedentes do lavar regenerador da palavra, significa que estou isento do quarto mandamento do Decálogo o shabat. Notemos o que diz a palavra sobre as doutrinas que o apóstolo Paulo ensinou para a nossa vida cristã e que a torna independente de tudo o que é da Lei e do mundo:

“E digo isto, e testifico no Senhor para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido, entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo, se é que tendes ouvido, e neles fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito do vosso sentido; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade. Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade a cada um com o seu próximo; porque somos membros uns de outros. Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo. Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha que repartir com o que o que tiver necessidade. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção. Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria e blasfêmias e toda a malicia seja tirada de entre vós. Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” (Ef.4.17-32)

Para que doutrina mais moral e mais virtuosa do que essas que o apóstolo Paulo ensinou? Jamais há aí necessidade de se envolver ou de buscar na Lei mandamentos morais os quais já foram abolidos por Cristo. Enquanto muitos por aí estão fazendo desses mandamentos um meio de boas obras para serem salvos. E falam tanto em mandamentos morais da Lei, cujos mandamentos morais não produzem nenhum resultado espiritual e benéfico para a alma, ou seja, a pessoa jamais vai ser salva por intermédio de mandamentos morais.

Com base nessas poderosas palavras do apóstolo Paulo, a prática da guarda do sábado clonado cai por terra. Pois não é necessária a sua observância, basta estudarmos esses versículos supracitados. 

15 de fevereiro de 2017

O nascer do Sol

Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.
Oséias 6:3

25 de janeiro de 2017

o nome de Israel

Jacó e seu novo nome: Israel

Quando analisamos os nomes de personagens bíblicos em Hebraico, podemos ver coisas que não podem ser vistas na tradução. Como exemplo, temos a história de Jacó, que depois ficou conhecido como “Israel”.O nome Jacó em Hebraico (YAKoV) está conectado com a palavra para “calcanhar” (EKeV). Você deve lembrar que quando Esaú, o irmão gêmeo de Jacó, saiu a parteira não acreditava: O irmão de Esaú estava segurando ele pelo calcanhar, não deixando ele sair! Vendo o seu filho segurando seu irmão pelo calcanhar, Rebeca e Isaque o chamaram de Yakov (Jacó).
O nascimento de Jacó definiu seu nome até que outro evento de maior significado aconteceu – seu encontro pessoal com um mensageiro muito especial. O mensageiro é conhecido na Bíblia como o Anjo do SENHOR (Gen. 32).
Assim como no seu nascimento, Jacó agarrou outra pessoa novamente com força! No entanto, desta vez ao invés do seu irmão mais velho, era o Anjo do SENHOR. Depois, Jacó exigiu que ele lhe desse algo que nunca recebeu quando criança – a bênção divina que ele tanto valorizava e desejava com paixão. Vendo a persistência e compromisso intenso, o Anjo do SENHOR atendeu o pedido de Jacó e o abençoou.
Como sinal concreto da bênção, o Anjo do SENHOR deu para Jacó um nome completamente novo – Yisrael (Israel). O que significa Israel em Hebraico?

A palavra YiSRaEL é relacionada com o verbo leSRot, que em Hebraico Bíblico significa lutar, aspirar, exercer influência. Neste contexto, é para fazer todas estas coisas com o próprio Deus! Este evento da história mundial foi tão significante, que a nação descendente de Abraão, Isaque e Jacó foi nomeada depois deste encontro particular. Esses descendentes ficariam conhecidos para sempre como o Povo de Israel, o Povo que luta com Deus.
Jacó lutou com um anjo, que, na simbologia do Antigo Testamento, era o próprio Javé, tanto que, mais adiante, em Genesis, 32: 30, se lê: “Jacó deu àquele lugar o nome de Fanuel, dizendo: Eu vi a Deus face face e minha alma foi salva”.
Israel significa, portanto, aquele que luta com Deus”, isto é, “contra Deus”. De fato, em Genesis, 32: 28, se lê: “Porém ele [o anjo] disse: De nenhuma sorte te chamarás Jacó, mas Israel, porque, se foste forte contra Deus, quanto mais o serás contra os homens”.
Pergunta: Isto prenuncia um destino belicoso para o povo de Israel?
Notável essa luta de Jacó com esse ente espiritual, mas a Bíblia parece deixar claro que o esse ser é santo.benigno e poderoso pois do contrário não poderia abençoar a Jacó, por certo é uma teofania,Javé em forma humana. Na compreensão cristã é cristo pré-encarnado.Talvez seja mesmo já que a nação de Israel como um todo se recusa a crer no seu Messias ressurreto(que já ressuscitou).
Quando lemos a Bíblia em Inglês, toda a história dos irmãos que retornam a José após o “roubo” de Benjamin –o discurso deles, o arrependimento deles e depois José revelando sua identidade– parece uma história sem interrupção. No entanto, em Hebraico não é assim. A Torá em Hebraico, juntamente com as divisões de capítulo, também tem divisões em porções da Torá onde de repente termina no meio do capítulo 44. O fluxo da história se quebra –há uma linha pontilhada invisível, uma pausa, o que significa que algo muito importante está prestes a acontecer– então a próxima Porção da Torá, VeYigash, começa com as palavras: Então Judá se aproximou dele… É aqui, em VeYigash, que José se revela a seus irmãos; esta mudança de Judá se revela crucial. É vista como algo precedendo e até mesmo causando, a revelação de José. Qual a razão para isso?
Voltemos a essa história, mas um ou dois dias antes dessa cena. Em Gênesis 43, vemos os irmãos, agora com Benjamim, de pé diante de José. Dez deles já tinham estado aqui antes e toda esta cena deve ter sido um desagradável "déjà vu" para eles. Somente Benjamin, com a curiosidade despertada, examinou esse estranho homem sobre o qual tanto ouviu falar –e que dizer de José?–
Em Hebraico a descrição dos sentimentos de José é profundamente intensa. A Escritura diz que quando José viu Benjamim, ele se apressou e procurou onde chorar, porque se movera no seu íntimo para com seu irmão,entrou no quarto, e chorou ali. Esta é uma das mais fortes, se não a mais forte, expressão no Tanach para descrever os sentimentos que permeiam, uma pessoa compassiva e amorosa. Por exemplo, quando o Rei Salomão estava definindo quem era a mãe da criança e fez como se fosse dividir a criança em dois com uma espada, fala-se sobre a verdadeira mãe: Ela teve o amor materno aguçado por seu filho . A palavra רחמיה/רחמיו pode ser traduzida como “ventre” (é por isso que é traduzida como “coração”, ou mesmo “entranhas” –a parte mais interna de nós–), mas também como a compaixão, misericórdia ou bondade –e é a combinação dessas duas definições que descreve esse amor profundo que vemos aqui–.

Agora tente imaginar o espanto dos irmãos quando esse governador Egípcio, bem no meio da conversa, sem qualquer explicação e sem nenhuma razão aparente, vira-se e anda rapidamente: José apressou-se. Os irmãos estão anos luz de distância da verdadeira razão que obriga José a correr para fora da sala: ele procurou onde chorar. Nenhum deles, incluindo Benjamin, tem a menor ideia do que realmente está acontecendo no coração deste senhor “reservado”. Eles não vem a cena de partir o coração como eu e você fazemos: e ele entrou em seu quarto e chorou ali. Eles não suspeitam o que está acontecendo com José no interior do quarto, e por esta razão a diferença é verdadeiramente grande entre a forma como eles percebem as circunstâncias, e o que realmente está acontecendo na realidade invisível daquele quarto. Além disso, o que José faz ao sair de seu quarto? O oposto do que podemos esperar, e do que ele mesmo provavelmente desejava profundamente fazer: ele lavou o rosto para que suas lágrimas não fossem vistas –assim não haveria nenhum vestígio daquele amor, e saiu; e ele se conteve… A palavra traduzida como “conteve” é a palavra Hebraica להתאפק, que significa “conter ou controlar a si mesmo”. Precisamos lembrar esta palavra, “contido” –estas lágrimas de amor que José teve que segurar– quando lermos o início do próximo capítulo: E deu ordem ao mordomo de sua casa, dizendo… coloque o meu copo, o copo de prata, na boca do saco do mais novo.O que? Por que ele faria isso?

As aulas de matemática na escola nos recordam que dois pontos podem ser conectados por um número infinito de linhas, mas apenas uma delas será reta. Isso é exatamente o que vemos em nossa história. Um ponto corresponde ao que acabamos de ler: e ele entrou em seu quarto e chorou ali. Então lavou o rosto e saiu; e ele se conteve… o outro ponto é a conclusão da história: em seguida, José não se conteve… e ele chorou em voz alta… Estes dois pontos são conectados não por uma, mas duas linhas. Uma linha visível, indireta –a perspectiva propositadamente revelada aos irmãos– vem tona nos eventos do dia: a emoção contida; a instrução de José para colocar o cálice no saco de Benjamim; a saída dos irmãos; a parada e a busca; o retorno à cidade; a conversa com José; o discurso de Judá se sacrificando por causa de Benjamim; e, finalmente, as lágrimas de José, não se contendo quando ele revela sua verdadeira identidade a seus irmãos. Há uma segunda linha, no entanto, escondida e invisível ao olho natural, mas visível para nós, como leitores: a linha reta ligando diretamente José que chora em segredo no quarto interior com José soluçando aberta e violentamente, quando ele em lágrimas se revela a seus irmãos. Aqui, as lágrimas de amor que são seguradas e escondidas no primeiro ponto, são reveladas em sua totalidade no segundo ponto, quando José não se conteve mais.Assim, tornamo-nos testemunhas da incoerência consciente e propositadamente construída entre estas duas linhas: entre o que os participantes da história veem, e o que o leitor sabe e vê. Além disso, descobrimos que o segredo tão cuidadosamente escondido dos participantes da história, mas que nos foi mostrado pelo autor, é o amor. José amava Benjamim, mas até o final da história, este amor fica escondido do próprio Benjamim, e também de seus irmãos. Somente o leitor conhece as lágrimas de José em seu quarto, sabe sem sombra de dúvida que tudo o que aconteceu a Benjamin testemunha a eleição especial e amor especial que o colocou no centro do plano. Só o leitor sabe que tanto o próprio José e seu amor por seu irmão permaneceram inalterados: durante todo o tempo o José que causa a dor de Benjamim colocando o cálice no seu saco, o ama nem uma fração a menos que o José que chora no seu pescoço. A única diferença é que, antes que José tivesse acabado seu plano com os seus irmãos, ele teve que se conter, reter o seu profundo amor por Benjamin. José não pôde se revelar a seus irmãos até que seu plano estivesse completo –até que a obra de Deus em seus corações fosse finalizada–. Assim, esta história revela o caráter do amor de Deus como nenhuma outra.

Agora podemos finalmente responder à questão do por que Jesus proibiu as pessoas de contar aos outros sobre Sua identidade Messiânica. Revelar que Jesus era o Messias para os Israelitas seria semelhante ao mordomo de José, tendo procurado os irmãos e encontrado o copo no saco de Benjamim, nesse momento, contar a eles como e por que o copo chegou lá. Todo o plano de José estaria arruinado. O teste criado por José somente poderia produzir o efeito desejado porque nem Benjamin nem seus irmãos sabiam a verdade naquele momento. Da mesma forma, o plano do Senhor só foi possível porque Israel não conhecia este plano. Isso exigia que Jesus proibisse a divulgação de Sua identidade Messiânica. A história do “roubo” de Benjamin continuou por algumas horas; a história de Israel sendo “inimigos por causa de vós” e “assassinos de Cristo”, já dura dois mil anos –inscrita nas páginas mais sangrentas e mais assustadoras da nossa história–.

Mas como esta história de Benjamin termina? O que fez José finalmente se revelar?
Então Judá se aproximou dele…
Quem ele simboliza e o que é prefigurado por todo esse cenário?

Vocês se lembram das lágrimas de José na sala interior –lágrimas que os irmãos não veem, mas nós os leitores sim?–: ele entrou em seu quarto e chorou ali. Vocês lembram também o que José fez quando saiu deste quarto: ele lavou seu rosto, assim suas lágrimas não seriam vistas –assim não haveria nenhum vestígio daquele amor– e saiu; e ele se conteve… Precisamos lembrar desta palavra “contido” –estas lágrimas de amor que José teve que segurar– quando lemos o resto da história. Precisamos saber que o momento virá inevitavelmente quando as lágrimas de amor que são seguradas e escondidas no Capítulo 43, serão reveladas na sua totalidade, porque José não será capaz de se conter… por mais tampo; ele se permitirá chorar em voz alta e finalmente se revelar aos irmãos.

O que significa “conter-se”? ( לְהִתְאַפֵּ֗ק) O profeta Isaías usou a mesma palavra enquanto falava com Deus sobre Israel. “Onde está o Seu zelo e Sua força, o anseio de Seu coração e Suas misericórdias para comigo? Eles estão contidos?” Para mim o testemunho desta palavra é incalculável: a dramática e surpreendente aparente inconsistência entre o que vemos com nossos olhos e o que se passa na verdadeira, invisível realidade do coração, está condensado nesta palavra. José (revelando o caráter do amor de Deus nisto mais do que em qualquer outra coisa) não pode se revelar aos irmãos até que seu plano esteja completo – –até que a obra de Deus nos corações dos participantes da história esteja finalizada–. Da mesma forma, nós não podemos entender o coração de Deus com base em circunstâncias visíveis. Da mesma forma por causa de Seu plano, Deus contem e retêm o Seu amor e misericórdia, portanto a realidade que vemos com nossos olhos naturais dificilmente corresponde à realidade do Seu coração. É uma realidade “como se” –se vocês lembrarem da nossa Chave Número Três– e esta realidade “como se” é frequentemente usada por Deus para testar corações.

José necessitava do arranjo com Benjamin para que os irmãos se arrependessem e fossem transformados –mas o teste dos irmãos foi possível apenas porque o amor de José por Benjamin estava oculto deles–. Sem exceção, cada irmão tinha de ser mantido no escuro em relação ao amor infinito que este poderoso governador sentia por seu irmão mais novo. Somente fazendo assim a verdadeira atitude deles para com ele poderia ser determinada. Da mesma forma, todos os que receberam a salvação graças a Israel sendo “inimigos por causa (deles)”, hoje estão sendo testados por Israel. A atitude das nações para com Israel pode ser medida, porque, no nível das circunstâncias visíveis, nada as está obrigando a acreditar que Deus ama Seu povo. Nem é preciso dizer que aqueles que sabem que Deus ama Israel podem encontrar confirmações bastante visíveis deste amor. No entanto, os inumeráveis fatos trágicos da nossa história também estão ao serviço daqueles que afirmam que Deus rejeitou Seu povo. Como sempre, Deus dá a todos uma livre escolha: nesse caso, é a liberdade de escolher a atitude de alguém para com Benjamin/Israel.

Paradoxalmente, é por esta atitude que Ele julgará se as atitudes das nações para com Ele são genuínas, e se elas são sinceras em sua adoração a Ele. Vocês se lembram da primeira conversa que José teve com seus irmãos? Os dez irmãos permanecem diante de José, curvando-se até o chão diante dele, e ele lhes diz: “Não, não falarei com vocês até vocês trazerem seu irmão mais novo”. Além disso, justamente por vocês o trazerem com vocês eu descobrirei se há alguma verdade em vocês –se vocês vieram a mim com sinceridade–. Desta forma, vocês serão testados:… tragam seu irmão… que suas palavras podem ser testadas para ver se há alguma verdade em vocês. Talvez os povos em pé diante do Seu trono ouvirão: “Tragam seu irmão –e verei se há alguma verdade em vocês?–”

E agora, voltando à questão mais importante: O que trouxe esta vez “como se” à sua conclusão; por que José não poderia se conter mais? Da última vez, falamos aqui sobre a divisão notável de porções da Torah: Parashat Shavua Miketz termina de repente no meio do capítulo 44, para dar lugar a uma nova Parasha, VeYigash. Assim, o fluxo deste capítulo, completamente ininterrupto nas traduções, quebra no meio do capítulo para um leitor do Hebraico. Há uma quebra, uma pausa, algo importante está para acontecer –e então lemos a primeira frase da próxima Porção–, VeYigash: Então Judá se aproximou dele… É aqui, na VeYigash, após a mudança de Judá e o discurso de Judá, que José se revela a seus irmãos.

Vamos dizer algumas palavras sobre Judá: afinal ele tem sido um participante chave ao longo de toda esta história. Sua voz é decisiva toda vez que algo está para acontecer: é de acordo com sua sugestão que José é vendido para o Egito; é depois de suas palavras que Jacó/Israel libera Benjamin para ir ao Egito; e é depois de seu discurso que José já não pode se conter e revela sua identidade. Entre todos os irmãos, Judá parece ter um papel proeminente e uma autoridade extraordinária. Então quem ele representa?

Todos sabemos que tanto o Rei Davi quanto Jesus eram descendentes de Judá. Você também deve saber que o nome Hebraico de Judá, Yehudah (יהודה), pode ser traduzido literalmente como “ação de graças” ou “louvor”: o verbo lehodot (להודות) significa “agradecer” ou “louvar”, e o nome Hebraico Yehudah é a forma substantiva desta raiz (ידה). No entanto, poucos estão conscientes de que o verbo lehodot tem ainda outro significado: admitir, confessar. Por exemplo, Vidui, o nome Hebraico de uma prece especial de confissão lida antes e durante o Yom Kippur (Dia da Expiação), vem da mesma raiz. Não há dúvida de que este aspecto de ‘confissão’ de Judá fornece uma importante percepção adicional em nossa história.

Tendo dito tudo isso, deixarei para vocês decidirem quem é representado por Judá no cenário do fim dos tempos. Como na história de José, o reconhecimento do não reconhecido será possível somente após o teste ser concluído. Todas as nações serão testadas com o que é mais próximo e mais querido ao coração de Deus –como em nossa história–, todos os irmãos têm que estar prontos para retornar com Benjamim e novamente adar por todo o caminho. No entanto, para que José libere suas lágrimas ‘contidas’, deve haver Judá que estará pronto para intervir e aproximar-se de José: Veyigash. Quando Judá, e aqueles que são representados por ele, estão finalmente dispostos a dar suas vidas por este irmão, só então José permite que suas lágrimas contidas fluam –e só então o Messias– filho de José se revela a seus irmãos, caindo sobre o pescoço de “Benjamin” e chorando.

Tempo de Adão até o Dilúvio

GN.5.1-32 – A GENEALOGIA DE ADÃO ATÉ NOÉ. 

ENOQUE ANDOU COM DEUS.

Grande parte dos autores bíblicos apresenta genealogias em seus escritos. Estas listas familiares tornam-se evidências da seriedade do autor e conferem ao texto aspecto documental.  Personagens lendários não necessitam de genealogia, ou melhor, não a possuem. 
No capítulo 5, o autor percorre 1558 anos de história da humanidade, mas cita nominalmente apenas 13 personagens.  Seu propósito era apenas chegar a Noé para narrar o episódio do Dilúvio.  O que se diz sobre a maioria dos 13, é algo bastante comum: nasceram, tiveram filhos e filhas, e morreram.  Enoque, porém, é colocado em evidência porque ele era diferente dos demais. É verdade que ele nasceu, teve filhos e filhas, afinal não era um alienígena. Contudo, o texto não diz que ele morreu.  Numa época de corrupção, Enoque andou com Deus. Tendo sido diferente, teve um rumo diferente. Todos os outros personagens do capítulo 5 morreram, mas isto não é dito a respeito de Enoque.  Deus o tomou para si. Desse modo, ele se tornou um protótipo do arrebatamento da igreja. 
Nós, servos de Deus, precisamos andar com ele. O cristianismo não é meramente uma religião, é uma vida de relacionamento com Deus. 
Quem anda com Deus não é livre para fazer qualquer coisa, mas é livre de muitas coisas ruins. Quem anda com Deus não é livre para ir a qualquer lugar, mas somente aos lugares aonde Deus vai.  Contudo, andar com Deus não é restrição para a nossa liberdade. Pelo contrário, é garantia de liberdade, pois quem anda com Deus não pode ser impedido de prosseguir.
Andar com Deus, como fizeram Enoque (5.24) e Noé (6.9), significa viver com ele e não apenas realizar atos religiosos em sua homenagem.  Andar com Deus é incluí-lo em todos os setores da nossa vida. Andar com Deus é percorrer o caminho de Deus.  Certamente, não será ele que andará pelos nossos caminhos.  Isto significa fazer a sua vontade, escolher o seu rumo, aceitar a sua direção.  Conseqüentemente,  nós o teremos como companheiro, amigo e amparo constante.  Andando com Deus, chegaremos a um bom lugar, onde estaremos para sempre com o Senhor. 
Enoque viveu 365 anos antes de seu desaparecimento. A bíblia diz que depois dos 65 anos, ele andou com Deus durante 300 anos.  Isto é perseverança. É persistência e determinação. Não adianta andar com Deus um dia e depois abandonar o seu caminho.  Precisamos andar com Deus até chegarmos ao final desta viagem sobrenatural. Andar com Deus é uma expressão que pode ser interpretada como crescimento espiritual, progresso espiritual, ou, usando a linguagem do Novo Testamento, “andar em Espírito” (Gálatas 5.16) no caminho que é Cristo (João 14.6).

UTILIDADE DAS GENEALOGIAS
A seguir apresentamos a genealogia do capitulo 5 de Gênesis.
 Personagem
Idade quando gerou o personagem seguinte.
Idade por ocasião de sua morte
ADÃO
130
930
SETE
105
912
ENOS
90
905
CAINÃ
70
910
MAALALEEL
65
895
JEREDE
162
962
ENOQUE
65
365
MATUSALÉM
187
969
LAMEQUE
182
777
NOÉ
500
SEM, CÃO E JAFÉ

130+105+90+70+65= 460  Nascimento de Enoque

460 anos + 365 = 825 anos Tempo de Enoque na terra

Voltando para a contagem do calendário.

460+187+182= 829 
Noé nasce quatro anos depois de Enoque ser arrebatado.

829 +500 anos nasce os três filhos de Noé e começa a construção da Arca por 100 anos.
A idade do homem é reduzida para 120 anos, mas o tempo de construção da Arca é 100 anos.

829+600= 1429 Começa o Dilúvio

De Adão até o Dilúvio foi 1656 anos.

1656-600=1056
1656-969 (idade de Matusalém)= 687 Anos.

Matusalém morre com 969 anos, que foi o ano que começou o Dilúvio.
Enoque subiu 144 anos antes de começar o Dilúvio. Como Noé pregou 100 anos, então Enoque sequer participou da construção, apesar de ter pregado que o fim viria, como disse Judas:

E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos;
Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.
Judas 1:14,15

A leitura das genealogias é considerada normalmente como algo cansativo, monótono e inútil. Contudo, não é assim, pois através delas podemos extrair muitas informações. Algumas delas são apenas para satisfazer nossa curiosidade. Outras podem até ser úteis no estudo bíblico.
A genealogia acima nos permite as seguintes observações e algumas conclusões:
-                      São apresentados 13 nomes que vão, desde Adão até os filhos de Noé.
-                      Somando as idades da coluna central, concluímos que desde a criação de Adão até o nascimento de Sem, passaram-se 1558 anos.
-                      Em todo esse tempo, devem ter nascido centenas ou milhares de pessoas. Contudo, o autor teve interesse de mostrar apenas os nomes que ligavam Adão a Noé.
-                      Os nomes das mulheres não são citados na genealogia.
-                      Notamos que a descendência de Caim foi extinta com o dilúvio.
-                      O dilúvio aconteceu no ano 1656 após a criação do homem, pois Noé tinha então 600 anos (Gn.7.11). 
-                      Curiosidade: durante parte da vida do pai de Noé, Adão ainda era vivo.
-                      Curiosidade: o homem que mais viveu, Matusalém, parece ter morrido no dilúvio, pois morreu no ano em que Noé teria 600 anos.
-                      Como os homens viviam séculos, tinham seus filhos bem mais tarde do que acontece hoje.
 * O texto de Gênesis 5 diz que Noé viveu 500 anos e teve três filhos, Sem, Cão e Jafé.  Este texto contém um arredondamento e um resumo dos fatos.  Isto poderia levar a crer que aos 500 anos de idade Noé teve três filhos gêmeos, mas não foi assim. Em Gn.10.21 vemos que Sem era o mais velho entre os filhos de Noé. 
Há quem questione as cronologias que se baseiam nas genealogias, alegando que possa haver omissão de personagens e, assim, omissão de períodos indefinidos de tempo.