26 de janeiro de 2008

Princípios básicos que devem ser restaurado na igreja



DA RESTAURAÇÃO

Desde o princípio da era cristã, sempre houve controvérsias acerca de como se proceder corretamente em relação à sã doutrina e como permanecer fiel aos princípios estabelecidos pelos apóstolos e profetas. Nosso objetivo primordial não é falar sobre nós mesmos, mas dessa obra que estamos realizando com um título bastante pretensioso, de RESTAURAÇÃO DE TUDO.
Ao abordarmos este tema, buscamos justamente o de procurar definir alternativas reais e possíveis para o enfrentamento dessa problemática, para que cada um possa contribuir, como afirmado, para superar a distância entre o discurso e a prática, a intenção e o gesto. As estratégias sugeridas, a propostas apresentadas, entretanto, estão longe de esgotar as possibilidades concretas ou as vias factíveis para o logro deste objetivo.
Desde a reforma protestante por Martinho Lutero que a igreja cristã vem sendo aperfeiçoada progressivamente de tempos em tempos até os nossos dias, quando mais uma vez, se faz necessário que as pessoas mais esclarecidas se dediquem a esta causa, para aplicarmos em nosso sistema religioso atual e combatermos de forma radical o nepotismo e consequentemente o peculato religioso.
A palavra “nepotismo” surgiu para expressar as relações de concessão de privilégios entre o Papa e seus parentes. No período do Renascimento, os papas e outras autoridades da Igreja Católica, por não terem filhos, protegiam seus sobrinhos, nomeando-os a cargos importantes dentro da Igreja. Atualmente, o nepotismo é amplamente condenado na esfera política mundial, sendo associado à corrupção e considerado um empecilho à democracia. Da mesma forma, as atuais igrejas fazem uso do sistema intitulado despotismo, para exercerem o poder soberano sem direito a sucessão e sem investidura regular, tendo uma forma de governo autoritário e arbitrário, que impõe sua vontade de forma tirânica. Esses governantes dispõem de poder ilimitado sobre a vida das pessoas e sobre o sistema que regem.
Os déspotas não são necessariamente rudes os cruéis. Podem ser bondosos e ponderados, e até mesmo colocar como principal objetivo e o bem-estar do povo, mas em geral, os déspotas somente conseguem conservar o seu poder através da força.
Para que possamos dar início a essa proposta de reforma, precisamos aprofundar nossa visão no radicalismo racional da Mensagem profética correta, para podemos fazer a transformação imediata e completa das nossas organizações religiosas.
Mas o que é radicalismo? É um sistema político que pretende a transformação imediata e completa de uma organização social, sendo intransigente quanto ao modo de ver um assunto e sua aplicação, não permitidos mudanças que comprometam a credibilidade e a confiabilidade das suas raízes. É um termo relativo à raiz, origem ou fundamento afastado do que é usual ou tradicional. Que visa atacar a origem de um mal, de uma alteração, ou que envolve a extirpação de todo o fundamento corrompido. O radicalista diz-se da pessoa que é favorável a reformas absolutas no quadro da sociedade atual, inclusive dentro do sistema religioso. São dessas pessoas que precisamos hoje para poder fazer essa transformação, como nos dias de Martinho Lutero. Chega de alimentar essa corrupção religiosa, onde os crentes constroem igrejas para os mercenários, que fazem dos templos uma forma de ganhar dinheiro para enriquecerem e aumentarem seu patrimônio pessoal. A igreja deve ser um patrimônio de todos e não de um déspota.

A nossa doutrina é baseada exclusivamente na Bíblia Sagrada, na versão revista e corrigida como regra de fé e prática, sendo portando infalível, inerrante e a autoridade suprema de fé e conduta (SBB 1995). E temos como fiel interpretação, válida como referência eclesiástica, as Mensagem do profeta William Marrion Branham (traduções VOGR), usadas como fonte de inspiração para todos os que desejarem conhecer espontaneamente.
Para que se possa compreender melhor o que estamos dizendo, observe o modelo como a igreja cristã primitiva foi estabelecida por Jesus:
O modelo apresentado como foi no princípio da era cristã, iniciou-se somente com um discipulado chamado por Jesus, que mais tarde, tornou-se um apostolado, que estabeleciam todos os demais ofícios, como os diáconos, que são também os evangelistas e cantores. (
E no dia seguinte, partindo dali Paulo, e nós que com ele estávamos, chegamos a Cesaréia; e, entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. Atos 21.8) e o pastor (Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos, com os bispos e diáconos. Fp 1.1) e também estabeleceram presbíteros de cidade em cidade, inclusive deixando decretos com autoridade profética para serem observados nas congregações que eram acrescentadas a fé cristã. O corpo administrativo da igreja é chamado de Presbitério, onde o Pastor exerce a função de Bispo (presidente) juntamente com os diáconos e cantores.
Os membros do apostolado são os primeiros a exercer o ofício levantado por Deus, sendo, portanto eleitos divinamente para ocuparem seus cargos na congregação independentemente de votação da igreja. Apóstolo é uma referência clara ao termo Missionário. Desse ofício fazem reuniões internas para relatórios de interesse do templo, corrigindo erros doutrinários, desvio de condutas e falta de ética, ungir os pastores, diáconos e cantores. Realizar as eleições, selecionando os candidatos capacitados para cada cargo e através de sorteio apresentar a igreja para votar sim ou não, até completar os ofícios necessários para o serviço do templo.
Os ofícios de pastor, diáconos (sacerdócio levitas e cantores) somente podem ser efetivados após ser estabelecido o primeiro templo, sendo que a princípio, um templo tem jurisdição universal. Dois templos, duas partes e duas jurisdições e assim sucessivamente até ser estabelecido um em cada cidade, sendo que na falta desse, presidirá o que for mais antigo, ou o mais próximo da região delimitada. Cada igreja tem sua autonomia e sua área jurisdicional (2 Co 10.16). Um templo não pode invadir o campo do outro para anunciar o mesmo evangelho, mas repassar naturalmente a responsabilidade para o que estiver em sua jurisdição, inclusive encaminhando as pessoas interessadas. Uma vez estabelecida um cidade como jurisdição, seus membros são todos aqueles que se encontram na área demarcada, exceto se quiserem congregar em outra jurisdição por livre e espontânea vontade.
Cada templo deverá ter sua arrecadação própria para sua sobrevivência e despesas com pessoal, não tendo, portanto que repassar verbas para outros templos, exceto em caso de urgência para socorrê-las, como forma de doação ou ofertas, quando houver condições e após votação em assembléia com todos os membros da igreja (Fp 2.25). Quando não houver condições para sua manutenção, será apenas uma congregação (modelo de sinagoga) administrada pelo templo, cuja jurisdição estiver delimitada e não poderá ter um outro pastor ou diáconos efetivos, mas evangelistas. Os cultos nas residências são de responsabilidade do apostolado (Missionários) e Evangelistas, podendo ser estendido até mesmo em dias de cultos normais, pois o objetivo primordial é alcançar os eleitos.
Em cada templo depois de estabelecido, deverá ter seus presbíteros (apóstolos) somente depois de concluídos o tempo determinado conforme a idade e os cargos que exerceram, como de pastor e diáconos. A exceção dos que vão fazer parte desse apostolado efetivo, independente de idade são os que participarem da formação inicial do grupo que estiver longe de uma jurisdição. Em nosso caso, estamos ainda estabelecendo a base e a liderança é formada pelo discipulado, que posteriormente torna-se um presbitério.
Uma vez estabelecida as igrejas em cada jurisdição, caso se faça necessário ampliar o número de igrejas do mesmo porte na mesma cidade, então a média inicial para a independência de uma nova congregação deve ser baseada inicialmente em cento e vinte pessoas, sendo um presbítero para cada dez membros. A partir daí, levanta-se um único pastor dentre os que já são membros firmes e constantes, batizado e com a idade de trinta anos até os cinquenta (segundo Números 4.3), quando deverá deixar seu cargo e se tornar um apóstolo ou ancião, juntando-se aos demais que já exercem esse ofício. Os diáconos são levantados conforme vai sendo acrescentados membros no templo, sendo no máximo, sete por templo, desses inclusive conta-se os cantores.
Os membros do apostolado serão formados por pessoas que possuam estrutura para servirem como colunas – Gálatas 2:9, com dois no máximo por membro familiar, para não ocorrer que uma família inteira domine sobre a mesma igreja. Os diáconos serão um dentre os que já congregam – Números 3:12. A condição para se manterem no ofício observará as regras do sacerdócio levítico e como foi estabelecido no Novo testamento, como Timóteo 3, tanto para o Bispo (pastor) como para os diáconos.

Preceitos básicos da igreja apostólica primitiva – A palavra original.

Temas principais que devem ser aplicados inicialmente, com urgência, para dar início a restauração do Evangelho.
1 – Começando com os cultos nas residências que forem sendo cedidas até a formação de uma pequena congregação (sinagoga), que daria início a criação de um templo, que a partir desse, outros templos com um mesmo estatuto e doutrina, da mesma ordem e fé, arrolada no rol de igrejas filiadas.
1.1 cada templo tem sua autonomia e jurisdição própria, governado pelo pastor (presidente) e os diáconos, em parceria com os demais membros do presbitério.
1.2 somente haverá um pastor por cada templo da idade de 30 anos até os 50 anos, quando então deixará o cargo e servirá no presbitério como membro do apostolado. O pastor e os diáconos aposentam para que a nova geração possa dar continuidade no ministério enquanto que os anciãos passam a ser apóstolos. (Essa base inicial de proposta refere-se a citação bíblica de Números 4.3.. mas que em nossos dias pode ser aceita o término da idade até os sessenta e cinco anos, conforme idade para presidentes, ministros e governadores na constituição federal Art 14)
1.3 cada templo deverá estabelecer quantas congregações forem necessárias em sua jurisdição e fazer cultos nas casas que forem solicitadas.
1.4.1 para administrar esses cultos, os presbíteros ou evangelistas deverão se encarregar de exercê-los, sempre que necessário ou em caso de coincidir com dias de cultos no templo.
2 – O Templo é uma associação sem fins lucrativos e, portanto, não pode vender nenhum artigo religioso ou objetos, cuja finalidade seja lucro, sendo sua renda baseada exclusivamente na doação de dízimos e ofertas entregues voluntariamente pelos membros associados, que uma vez contabilizadas integram o patrimônio da igreja e não poderão mais ser devolvidos.
2.1 Os valores que forem arrecadados mensalmente quando houver um templo, formam um total de cem por cento brutos que obedecerão ao seguinte critério distribuição:
2.2 Dez por cento do total de cem são para uso do pastor, chamado de dízimo dos dízimos, restando noventa por cento, que serão divididos em três partes:
2.3 Uma terça parte para despesas, construção e manutenção do templo.
2.4 Uma outra terça parte para os membros efetivos que exercem cargo no templo, sendo divididos em partes iguais para cada membro, no máximo doze.
2.5 Uma última terça parte para ajudas voluntárias de membros firmes e constantes, como os órfãos, viúvas e necessitados e por último, os estrangeiros, sendo que todos devem ser inscritos com antecedência, para ser votado por todos os membros da igreja e para ser determinado o tempo de uso do benefício.
2.6 Enquanto não houver um templo, não haverá um pastor e diáconos efetivos, mas somente o apostolado e não poderá ser feito pagamento de salários, pois a prioridade é investir na construção de um templo. Somente as despesas gastas no exercício da função serão ressarcidas.
3 A idade para os cargos efetivos no templo obedecerá aos seguintes tempos:
3.1 O pastor deve ter entre 30 e 50 anos de idade, quando então deverá deixar o cargo na congregação e servirá como missionário ou apóstolo para o templo que foi efetivado.
3.2 Os diáconos (levitas) e cantores a idade de 25 anos até os 50, quando deixarão seus cargos e servirão como apóstolos ou missionários para o templo que foi efetivado.
3.3 O registro para membros que dispuserem em servir no templo, será da idade de vinte anos e para cima, desde que sejam batizados (Números 1). Sendo vedado o registro de menores para qualquer atividade na congregação, mesmo voluntária.
3.4 A idade para exercer voluntariamente os cargos da diretoria é de trinta anos e para cima, como presidente, secretário e tesoureiro, com duração anual, podendo ser reeleger conforme voto da igreja. Na Constituição Federal (Lei de César), a idade limite para presidente e outros cargos é de sessenta e cinco anos, sendo, portanto o limite máximo para os que exercerem esses cargos voluntariamente.
4 O pastor, diáconos e cantores servirão ao templo na sua jurisdição. Os membros do apostolado como missionários, evangelistas ou presbíteros são responsáveis por todos os templos que forem sendo estabelecidos, devendo propor eleições, corrigir desvios de doutrinas, ungirem membros efetivos em seus cargos e auxiliar nos cultos nas congregações menores e nas casas.
5 O batismo será por total imersão do corpo da pessoa em água corrente ou em batistérios (tanques dentro do templo), após confissão de fé e devoção aos princípios já estabelecidos, para homens e mulheres da idade de vinte anos e para cima, que se propuserem a servir espontaneamente. Sendo realizado pelos membros efetivos do templo, invocado exclusivamente o nome do Senhor Jesus Cristo,
5.1 o batismo implica a aceitação de direitos e deveres, conhecimento da doutrina ou em parte, dos estatutos e dos mandamentos bíblicos, inclusive contribuir voluntariamente com dízimos e se necessário, ofertas para manutenção do templo e suas despesas.
5.2 A pessoa batizada pode votar e ser votado, eleger os membros que serão efetivados nos cargos, decidir pela maioria de votos simples as ajudas aos necessitados, etc..
6 A eleição se fará primeiro com a inscrição prévia do candidato que preencher os requisitos ao cargo na congregação, que após ser verificado, então se tira pela sorte (escreve os nomes em um papel e seleciona um) a pessoa escolhida e então apresenta a toda a igreja para votar se "sim" ou "não" sobre o cargo efetivo. Caso seja negativo, tira-se novamente a sorte entre os candidatos até que seja escolhido o vencedor. Não havendo um escolhido, o cargo fica vago, ocupado pelos apóstolos até que se encontre quem o possa preencher a vacância.
6.1 Os membros do apostolado não são eleitos diretamente, pois exercerão essas funções após cumprirem seu tempo conforme a idade. Exceção para os que iniciarem o templo em sua jurisdição, sendo escolhidos pelos demais membros do presbitério.

2 comentários:

tv disse...

Muito bom o que vocês escreveram, realmente estamos precisando disso, desejo saber se voces tiraram esses comentários da mensagem do profeta? Gostei muito e minha cidade precisa disso.

Célio Nunes disse...

Realmente os tópicos abordados são embasados nas mensagens do irmão Branham. O que a princípio era somente uma teoria, já que as igrejas se recusam a fazer aquilo que o profeta falou, nós ousamos começar do zero e graças a Deus já estamos em andamento com um trabalho ministerial totalmente independente, aplicando os ensinos aqui publicados.
Que Deus te abençoe..