1 de maio de 2010

Divindade Explicada


DIVINDADE EXPLICADA
Porque Deus se tornou uma pessoa


A visão unilateral da divindade pelo sistema religioso tem distorcido a verdadeira revelação dada pelo Espírito Santo de Deus à igreja primitiva, sendo agora necessário uma explicação mais detalhada acerca dessa temática. A interpretação romana acerca da divindade tem imperado sobre as denominações religiosas do cristianismo e fatalmente introduzido erros absurdos que só agora estão sendo corrigidos pela Mensagem da Restauração de Tudo.
Para que se possa compreender melhor o nome de Deus, precisa-se descer até as suas raízes para entender o projeto divino e seu plano de salvação. Para isso precisa-se buscar uma unidade lingüística implícita em todo o contexto bíblico. Não se trata de um aglomerado de frases, mas uma apreensão da realidade, confrontando com as demais partes que compõe o tema, sob pena de dar-lhe um significado oposto ao que ele de fato tem. Para isso é indispensável ler e reler atentamente todo conteúdo implícito na Bíblia e fazer uma análise exegética dentro da revelação profética para compreender a importância do nome. O leitor nunca pode basear-se em fragmentos isolados, mas aplicar numa escala mais ampla e perceber o que o autor realmente pretendeu manifestar em seu pronunciamento.
Quando a Bíblia Sagrada se refere à palavra Deus, está se referindo claramente a toda uma existência e não a fragmentos de diversas esferas da realidade celestial ou terrena. O profeta Isaías deixa bem claro essa percepção de que Deus é só um e único: “Para que se saiba desde o nascente do sol e desde o poente que fora de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro”. (Isaías 45:6)
Essa afirmação seria suficiente, mas ainda assim existem teólogos e pastores que insistem em dividir Deus em três pessoas distintas, formando uma trindade, contradizendo outra escritura bíblica:
“Trazei o povo cego, que tem olhos; e os surdos, que têm ouvidos. Todas as nações se congreguem, e os povos se reúnam; quem dentre eles pode anunciar isto e fazer-nos ouvir as coisas antigas? Apresentem as suas testemunhas, para que se justifiquem e para que se ouça e para que se diga:Verdade é. Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e o meu servo, a quem escolhi; para que o saibas, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há Salvador. Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR; eu sou Deus”. (Isaías 43:8-12). E também:
“Vede, agora, que eu, eu o sou, e mais nenhum deus comigo; eu mato e eu faço viver; eu firo e eu saro; e ninguém há que escape da minha mão”.
(Deuteronômio 32:39)
Como se pode ver, Deus não divide e nem tem outras pessoas com ele: “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura” (Isaías 42:8).
O nome de Deus antes de Jesus era conhecido por títulos. Quando se tratava de ação militar era: SENHOR DOS EXÉRCITOS; YEHWAH-JIREH = Deus proverá (Gn 22:14); YAHWEH-NISSI - O SENHOR é minha bandeira – (Ex 17:15) SHAMAH – O Senhor está ali (Ez 48:35), SHALOM – O Senhor é a minha paz (Jz 6:24), IHWH = EU SOU, etc.
Nome é uma palavra que designa pessoa ou coisa. Nos tempos bíblicos o nome, às vezes, estava relacionado com algum fato relativo ao nascimento (Gn 35.18); outras vezes expressava uma esperança ou uma profecia (Os 1.6; Mt 1.21,23). Era costume, no tempo de Jesus, o judeu ter dois nomes, um hebraico e outro romano (At 13.9). Partes dos nomes de Deus entravam, às vezes, na composição dos nomes como ELIAS, JEREMIAS, JESUS, etc. Na invocação do nome de Deus chama-se a sua pessoa para estar presente, abençoando (Nm 6.22-27; Mt 28.19; Ef 6.24). Tudo o que é feito "em nome" de Jesus é feito pelo seu poder, que está presente (At 3.6; 4.10-12). Na oração feita "em nome de Jesus" é feita a intercessão (Jo 15.16; Rm 8.34).
O nome de Jesus em hebraico é: Yeshua ou Yashua que significa: Yahweh Salvador. (Esse "Y" se pronuncia como se fosse um "J" - jota ).
No Hebraico, Deus é, ELOHYM (Elohim) que abreviado é EL que designa a deidade em um sentido mais geral e universal. Porém o nome específico de Deus era conhecido como YHWH (Yahweh ou Yehvah) abreviado por YaH. A combinação Yahweh-Elohim pode ser parafraseada como “Yahweh é Deus”, que na transliteração para o português é: O SENHOR É DEUS. Não se trata de uma pluralidade como fazem os trinitarianos, mas um pronome no singular da primeira pessoa: EU SOU. Quando Deus veio em carne tornou-se: laeWnM'[i (`imm¹nû'¢l) Emmanuel. A terminação EL se refere a Deus.
É importante lembrar que o nome de JESUS não tem a vogal A (HOLEM VAV no hebraico) ou “o”, sendo portanto errado a transliteração para IAORUSHUA, assim como YHWH para JEOVÁ, que está acrescentando a vogal “o”. Uma simples vogal pode alterar completamente o significado do nome original [como Abrão para Abraão (Gn 17:5 e 15). O nome ADONAI, também significa SENHOR e por isso fizeram essa associação, usando as vogais que faltavam em Yhwh, dando outro significado diferente. Basta ver o significado de Aleluiah - HALELU YAH – “Louvado seja o SENHOR ou Louvado seja YAH.

Esse nome dado pelo anjo (Lc 1:21) ao messias em Aramaico foi associado ao nome em Hebraico de SENHOR e ao Grego de CRISTO sendo portanto: SENHOR JESUS CRISTO.
A palavra SENHOR em Grego é escrito da seguinte forma: ku,rioj O nome de Jesus é: VIhsou/j e CRISTO. Mas todos esses têm o mesmo significado dos nomes em Hebraico.
A combinação de nomes foi por diversas vezes associadas a fontes informativas, por causa do costume generalizado de fundir dois nomes em um só. A fusão do universalismo religioso vem desde os primórdios, como por exemplo, no Egito, onde a religião era misturada com a política.
Amom-Rá era tido como uma só entidade, mas com uma combinação de Rá – deus-sol – religião, com Amom – liderança política, que se tornou naquela época a grande divindade universal pagã, em resultado das vitórias militares egípcias.
No caso específico da Bíblia Sagrada, o nome de Deus revelado era somente SENHOR, que colocado em JESUS, tornou-se SENHOR JESUS.
O nascimento de Jesus não deu formação a uma nova divindade e nem tão pouco significa que ele existia antes de nascer. Para os trinitarianos, Jesus nasceu do Jesus já existente na trindade, fruto do Espírito Santo, mas é filho do Pai. Ora, sendo filho, trata-se de uma criação, pois então, como se formou antes que nascesse na terra? Filho está sujeito a uma hierarquia, subordinado ao Pai. Jesus foi claramente gerado. O que habitava em Jesus antes de Abraão (Jo 8:58) era o Espírito Santo, que foi formado no princípio da criação, nos céus. Seria a mesma forma de escrita como fez Ezequiel sobre o querubim que habitava no rei de Tiro, que estava no Édem (Ez 28:12-15) Ao olho nu, ninguém pode ver um espírito, somente sentí-lo. Jesus mostrou essa diferença em Lucas 24:39, que diz: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; tocai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho”
Essa afirmação mostra que, se Deus é um Espírito (Jo 4:24), não poderia ser de carne e nem mesmo morrer. Sendo o Pai dos espíritos em geral (Hb 12:9), Deus gerou o espírito de Vida, de amor, de profecia, etc., assim como os espíritos malignos para servirem ao seu propósito na criação de tudo.
Quando Deus disse: “HAJA LUZ” (Gn 1:3), não estava criando a luz do sol (feito no quarto dia – Gn 1:14) mas estava gerando a LUZ através da VIDA pela Palavra Falada. Tirando do nada a existência.
Essa Palavra que foi dita da boca de Deus para criar todas as coisas existentes, tanto no mundo invisível (céus) como no mundo material (Terra), foi a mesma Palavra (Verbo – João 1:1-14) que gerou no ventre de Maria o filho de Deus. Dessa luz foi tirado a luz branca (dia ou Santo) e a negra (noite ou trevas). Após a criação nos céus (sete dias), Deus começou a materializar tudo na terra (Gn 2:4-5). Até então Deus estava somente com uma forma espiritual que habitava nos céus, mas sem um corpo físico. Agora, Deus preenche os céus e a terra (Jr 23:23) e isso não pode mudar, mas o plano de redenção e formação de novas criaturas, que saíssem da forma pecaminosa para a forma eterna tinha que passar pelo processo da transformação de humano para divindade. Deus permitiu que o pecado existisse para poder manifestar seus atributos de Salvador, Curador, e todas as outras formas abstratas que existiam nele. Sendo SENHOR – O Soberano sobre tudo, Deus pode fazer o que bem quer, conforme a vontade Dele, nos céus e na terra, até o homem (Is 64:12).
Deus formou um filho (cordeiro) e habitou nele. Esse plano de salvação revelou o nome de Deus, quando nasceu JESUS, sendo ele o próprio EMANUEL (Mt 1:23). Toda a matéria existente no mundo físico foi criado em Deus (o homem apenas manipula). E em Jesus habitava toda a plenitude da divindade (Colossenses 1:12-20) para redenção.
Quando completou trinta anos, Jesus foi batizado (Lc 3:21-23) tornando-se o CRISTO (Lc 9:20), conforme disse Pedro: “Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”. (Atos 2:36), ou seja, Deus se tornou uma pessoa, através do corpo criado especificamente para isso, colocando em Jesus todos os títulos que eram conhecido. Assim o nome de Deus passou a ser: SENHOR JESUS CRISTO. Esse é o único nome que pode ser invocado ”E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. (Atos 4:12). Por isso Paulo disse: “E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. (Colossenses 3:17)
Deus nunca foi três pessoas distintas, pois seria patético dizer que três criaturas co-iguais e co-existentes que ocupam três lugares no mesmo lugar, ou dois Espíritos é um. Para ser filho teria que vir depois do Pai, mas alegam que o filho é incriado, um absurdo. Trindade é nome de blasfêmia (Ap. 13:1). O Espírito de Deus gerou Jesus (Mt 1:20) e não a trindade gerou um Jesus que existia como pessoa.

Para se perceber essa aberração chamada trindade, basta substituir a palavra Deus por Trindade em todos os lugares da Bíblia e as contradições vão sendo reveladas.

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