11 de julho de 2011

Restauração de tudo - Atos 3.19-21

Porque a igreja precisa de uma Restauração

Em tempos conturbados, onde a economia mundial tem se mostrado frágil e ao mesmo tempo o imperialismo capitalista domina através da globalização, surge um desafio que a igreja pouco tem percebido, que a influência comercial dominante dentro do contexto religioso.

Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado; que o Cristo havia de padecer. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, e envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado. O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio. (Atos 3:18-21)

Deus sempre teve uma Mensagem em particular para o seu povo aqui na Terra e para isso enviava profetas para falarem ao povo. Dos profetas do Antigo Testamento até os nossos dias, Deus tem feito Alianças com os seu povo, de forma que a cada Aliança, um voto e um juramento era feito. Passado o tempo da Aliança a geração posterior acabava se esquecendo do concerto dos pais com Deus e os filhos voltavam aos costumes tradicionais e culturais dominantes da época deles.

Em nossos dias não seria diferente, visto que com a Globalização, foram inseridos valores mundanos na igreja cristã e a corrupção tem tomado de conta da religião cristã. Mesmo havendo sinais de que Deus ainda está operando em meio do seu povo, com curas, bençãos materiais e espirituais, conhecimento e libertação, ainda assim para os verdadeiros crentes falta algo mais.

A imobilidade cristã que se submete a lideranças déspotas que dominam sobre a igreja tem se mostrado perigosa, pois a cada movimento religioso que surge, uma nova ideia é inserida e cada vez mais novos conceitos mundanos vão tomando de conta da igreja. A introdução de música pagã com ritmos infernais, comportamentos obscenos, antiéticos e imorais, desvirtuam o caráter da igreja e aprofunda cada vez mais os valores que foram mantidos pelos nossos antepassados que receberam de Deus a ordenança de se separarem do mundo e das coisas que no mundo estão.

A falta de uma referência sólida e palpável no meio religioso, ofusca o brilho do evangelho e permite que feiticeiros, profetizas e mercenários se instalem na igreja e dominem sobre o povo de Deus. Com a entrada do dinheiro que está jorrando livremente e a impossibilidade do governo de examinar as fontes de origem, igrejas evangélicas e católicas têm se beneficiado da corrupção, onde se fazem lavagem de dinheiro do tráfico, do peculato e simonia. Dinheiro sujo entra e sai de igrejas grandes e retornam para os seus “investidores” como sendo limpo e legal, pois foi repassado por uma “santa igreja” como serviços prestados.

Desde a ascenção de Cristo aos céus, ele tem comissionado seus discípulos a evangelizar e ensinar o caminho certo para o Reino de Deus. Mesmo a igreja primitiva tendo vindicado o sobrenatural e posteriormente a escrita do Novo Testamento, muitos se desviaram da fé e foram servir deuses mundanos, que tem sua base o dinheiro. Paulo advertiu sobre a entrada de lobos devoradores no meio do rebanho, como Jesus já tinha predito, mas mesmo assim as cercas caíram e as ovelhas saíram e os bodes entraram.

­Infelizmente muitos crentes se calam diante da corrupção generalizada na igreja evangélica e nada fazem para contribuir para diminuir as afrontas que o diabo tem feito contra a Igreja de Jesus. Essa imobilidade sempre tem uma raíz que logo se mostra quando se recusam a doar uma parte financeira para patrocinar o evangelho, pois dizem que é Deus que tem que fazer isso, ou seja, para eles, Deus tem que dar o ouro e a prata para que os crentes avarentos entrem no reino dos Céus sem gastar com o que realmente deveriam se importar. Jesus disse que é mais fácil um camelo passar pelo fundo da agulha que um rico entrar no reino dos céus, mas mesmo assim, muitos querem ser ricos e não contribuem para que a igreja se fortaleça.

Sendo assim, a confusão de doutrinas, a corrupção patrocinada por políticos e pastores mal intencionados tem prevalecido e os verdadeiros crentes ficados imobilizados.

Mas assim como Deus restaurou sua igreja de tempos em tempos, como fez nas Alianças com seus profetas, em nossos dias Deus também está fazendo uma Restauração de Tudo, onde a verdade está sendo mostrada pelos que ainda buscam a santidade da igreja.

Nossa mensagem é oriunda de um profeta que Deus levantou no século passado e vem trazendo a Restauração de tudo, onde a verdade está sendo revelada ao povo de Deus que tem crido e recebido essa Mensagem. Para que possamos dar continuidade nessa Restauração e até mesmo ser parte dela, como foi na igreja primitiva, precisamos que nos ajudem a divulgar essa Mensagem. Estamos vivendo nos últimos dias e novamente Deus está nos chamando para sermos parte dessa Restauração, pois somente com uma intervenção divina, a igreja cristã pode se conscientizar acerca da condição que está vivendo. A carta endereçada ao anjo que está em Laodicéia mostra como se encontra a igreja em nossos dias, onde pessoas são ricas materialmente por possuirem bons salários ou mesmo por enriquecerem facilmente por meios lícitos ou ilícitos, mas que são pobres espiritualmente, sem conhecimento da Verdade e falsos adoradores.

Deus sempre terá um povo que ama o seu nome e que não se misturam a corrupção, mesmo que a igreja seja como a areia do mar, somente os remanescentes que perceberão o que Deus está fazendo em nossos dias.

A igreja primitiva batizava seus convertidos adultos em nome do Senhor Jesus Cristo e estes recebiam o dom do espírito santo, onde davam suas vidas por amor do evangelho e em nossos dias, apesar de não haver uma perseguição física, poucos tem dado suas vidas por amor do evangelho e nada tem contribuido para que a igreja se fortaleça.

Paulo ensinou como deve ser o fundamento da igreja, que deve ser baseado nos apóstolos e profetas e em nossos dias esses fundamentos estão sendo restaurados para que a igreja cristã possa se fortalecer no Senhor.

Devido a incredulidade na palavra escrita (A Bíblia Sagrada) os crentes tem se desviado dos dons que a igreja deveria tomar posse e quando Deus levantou um profeta para trazer a restauração, grupos facciosos passaram a idolatrar o homem e por isso perderam o dom da cura, sendo passado pra denominações que pouco se importam com santidade da Palavra. O que era para as igrejas da Mensagem estarem operando, Deus deu aos denominacionais para que operem curas e milagres deixando eles de fora por causa da idolatria ao profeta.

Mas Deus prometeu restaurar todas as coisas antes que venha o dia grande e terrível do Senhor e por isso, tem sido levantado mais esse clamor para juntar a igreja cristã em busca da integridade financeira e administrativa, da compensação dogmática de volta ao princípio estabelecido pelos apóstolos e profetas. A restauração dos cargos conforme determina a Bíblia, com tempo de duração e operacional condizente com a realidade cristã. Os dízimos que devem ser retirados somente do total líquido para manutenção da obra de Deus, com o repasse devido para sustentação dos efetivos cargos e despesas da igreja. A ação de caridade com obras filantrópicas tiradas da terça parte dos dízimos arrecadados voluntariamente. Cada igreja só deve ter apenas um único pastor que deve ser remunerado com a décima parte dos dízimos, chamado o dízimo dos dízimos, a terça parte para o sacerdócio e a outra terça parte para as despesas da igreja.

A eleição deve ser feita anualmente ou quando se fizer necessário, para os cargos eletivos da igreja, onde o pastor deve ter a idade de 30 anos para cima e anualmente deve ser apresentado aos irmãos para dizerem se continua ou não. Para eleição do pastor ou de outros cargos da igreja, deve ser feito uma análise primária pelos apóstolos da igreja que apresentarão para a igreja que deve votar sim ou não. Se houver mais de um candidato, deve-se lançar sorte, como fizeram os discípulos na escolha de Matias. O número de apóstolos será sempre no total de doze por templo, conforme o modelo primitivo, sendo que quando houver um óbito será ocupado por outro após se encaixar nos quesitos da igreja ou por aposentadoria do pastor, diáconos ou evangelistas.



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