15 de dezembro de 2016

Testemunho de Loyce Branham - esposa de Billy Paul Branham

LOYCE BRANHAM
Nascida em 14/09/1939
Residencia Atual em Sellersburg, Indiana
Ela entendia a necessidade do forte laço que existia entre seu marido e o pai dele e nunca deixou que isto se tornasse em um problema entre eles.
A primeira vez que vi Billy Paul foi no saguão da escola em Jeffersonville, onde eu estudava e ele estava visitando um de seus antigos  professores. Trocamos olhares, mas não nos falamos um com o outro. Eu namorava um rapaz que era vizinho de Billy (um fato o qual não era do meu conhecimento àquela época) e um dia ou dois depois de nos vermos na escola, por alguma razão passamos na casa da vovó Branham. Meu namorado sabia que Billy estava lá e eles eram amigos então queria falar com ele mas realmente não me lembro o que conversaram. Deste modo foi quando de fato nos encontramos, então poucos dias mais tarde começamos a namorar.
Num domingo a tarde, Billy me levou para conhecer a família dele. Eu não estava vestida apropriadamente porque as roupas que eu usava eram calças jeans. Aquilo era tudo o que eu sabia e Billy nunca fez menção alguma sobre a maneira da qual eu me vestia e nunca pregou para mim sobre tal, mas esperou que eu pudesse entender e tomar minha própria decisão.
Naquele tempo eu não sabia nada a respeito de chamar um ao outro de “irmão” ou “irmã”, de maneira que eu chamava os pais de Billy de Bill e Meda, e assim foi desde então. Eles sabiam que eu não estava desrespeitando-os por tratá-los desta forma. Ficamos muito achegados principalmente depois de nos tornarmos uma família e então este tratamento ficou muito natural.
Logo após conhecê-los, comecei a trabalhar para Meda, ajudando-a com o serviço da casa e algumas vezes ficando com ela quando Bill e Billy estavam viajando.
Quando comecei a trabalhar na casa deles, eu usava minhas roupas de costume , que eram calças jeans pois eu não sabia nada melhor do que isto. Ninguém me repreendia ou me criticava pela maneira pela qual eu me vestia e assim foi por algum tempo. Então um dia Meda me perguntou se eu não me importava em vestir uma saia, porque ela iria receber algumas pessoas em sua casa para receberem oração e eles poderiam não entender ao ver-me vestida daquela forma. Eu concordei sem problema algum.
Trabalhei com eles até poucos dias antes de nos casar. A primeira vez que ouvi Bill pregar foi no Tabernáculo Cadle, em Indianápolis, no dia 11 de Junho de 1956. Havia algo diferente em suas palavras, diferente de tudo o que alguma vez eu já tinha ouvido, mas eu não sabia o que era. O que senti foi que tudo aquilo soava correto aos meus ouvidos. Então este foi o começo para mim.
Não fui criada indo à igreja, entretanto fui batizada na Igreja Batista do Calvário quando era um garotinha, e frequentei uma igreja pentecostal por algum tempo com minha mãe e avó. Eu não conseguia entender algumas coisas que eu via acontecer naquela igreja, quando o Espírito Santo vinha sobre as pessoas e eles caiam no chão. Esse fato me assustava, mas graças a Deus eu não dizia nada a respeito para criticá-los e quando eu vim ao conhecimento desta Mensagem eu pude entender do que tudo se tratava.
Billy e eu nos casamos no dia 7 de Agosto de 1956, em cerimônia silenciosa em uma igreja cristã. De antemão, William Branham havia conversado conosco juntamente e explicou que ele não podia realizar a cerimônia por causa do casamento anterior de Billy e anulação do mesmo. Ele não foi ao casamento, mas depois nos levou ao seu escritório e orou conosco. Billy tinha 20 anos e eu 16. 
Eu fui batizada no Tabernáculo no domingo de Páscoa em 1958. Foi após o culto da manhã e Bill tinha pregado a Mensagem: “Eu Sei que Meu Redentor Vive”.
Tenho muitas coisas boas como lembranças, mas o meu batismo é a maior delas quando penso que o Profeta de Deus me conduziu ao Senhor e então me batizou. Isso é superior a qualquer coisa que já aconteceu desde então. Quando recordo agora quão grande honra foi, dificilmente posso compreender.
Viajei para estar com Billy e o pai dele em algumas das reuniões, porém eu raramente ia a campanhas extensas. A maioria das vezes eu ficava com Meda e nós desenvolvemos um relacionamento tão próximo, tão maravilhoso que fez de nós ser mais mãe e filha que sogra e nora. Nunca houve nenhum problema entre nós que não pudéssemos resolver conversando e eu aprecio lembrar dos tempos maravilhosos que desfrutamos juntas.
Durante toda a vida, Billy e o pai dele foram muito achegados um ao outro como qualquer pai e filho podiam ser, que eu já vi até mesmo após nos casarmos, a primeira coisa a cada manhã – de fato a primeira coisa – era ligar para o pai dele. Eu sabia que Billy tinha que ter este contato antes mesmo que começasse o seu dia. Penso que a maioria das esposas ficariam chateadas ou com ciúmes após algum tempo, mas eu sou tão agradecida ao dizer que nem mesmo uma só vez isto passou pela minha cabeça. Isto nunca me aborreceu nem um pouquinho.
No verão de 1960 viajamos para Oregon, Washington e Califórnia para termos um mês de longas séries de cultos. Em um dos cultos em Yakina, alguém tinha passado pela fila de oração e Bill tinha demonstrado o “sinal na mão”. Eu tinha curiosidade de saber como aquilo era e como operava, então, depois do culto, quando entramos no carro e estávamos nos dirigindo ao hotel, eu perguntei a ele a respeito, e ele disse: “É simplesmente assim” e pediu para segurar em minha mão. Ele disse: “Se houvesse algo de errado com você, seria mostrado bem aqui” e ele olhou na mão dele e então olhou para mim e olhou na mão dele novamente. Eu vi a mudança na mão dele. Pequenos pontos teriam aparecido e instantaneamente eu soube que algo estava errado ou aquilo não estaria acontecendo. Penso que provavelmente percebi isto porque eu não engravidava e então fiquei feliz. Bem ali eu soube que meu problema estava acabado.
Não consigo encontrar palavras para descrever como foi experimentar aquele dom. Que honra! Billy e eu estávamos há cinco anos sem filhos quando nosso filho Paul nasceu, em novembro de 1961.
Partimos de Tucson numa manhã bem cedo, em Março de 1964 e nos dirigíamos para Dallas e Beaumont, Texas, para cultos. Bill estava dirigindo o carro dele e Billy e eu estávamos no nosso. Eu estava me sentindo muito mal e minha garganta estava inflamada, então finalmente eu disse a Billy: “Você vai ter que parar o carro e pedir para que o seu pai ore por mim. Estou muito enferma”. Paramos e ele orou e continuamos a viagem por cerca de 100 milhas antes que parássemos para tomar o café da manhã.
Ao pararmos eu já estava me sentindo melhor e disse a Bill quando saímos do carro. Estávamos entrando no restaurante e ele me disse: “Você vai ter outro bebê. Este é o problema com você”.
Me estremeci ao ouvi-lo dizer: “Te vejo segurando uma criança em um cobertor azul e Billy alimentando Paul”. Como eu queria uma menina não levei em consideração o fato de ele dizer que era um cobertor azul, mas lógico, tivemos outro garoto. Michael David chegou em 11 de Novembro de 1964.
Aquela foi a única vez que pedi que ele orasse por mim. Tive muitas oportunidades, mas eu não podia fazê-lo pois de alguma forma eu me sentia como que se estivesse me aproveitando dele. Porém não importava o que acontecia comigo, fosse enfermidade ou algo em minha mente pelos quais eu quisesse ir até ele, ele sempre vinha a mim primeiro porque o Senhor já tinha mostrado a ele. Isso aconteceu muitas e muitas vezes.
Billy sempre foi nervoso. O pai dele disse-lhe uma vez: “Assim como eu tenho uma agitação nervosa você terá também até que o Senhor te leve para o lar”. Quando ele pregou nas últimas reuniões em Shreveport, Bill falou a respeito do esquilo que tinha visto no Canyon Sabino, e falou sobre seu sistema nervoso. Ele disse: Finalmente está acabado. Terminado! “Nunca mais terei isso”.
Bem ali, em minha mente eu soube que ele estava indo. Eu sabia por que ele tinha dito a Billy que ele teria esse problema até que ele deixasse essa terra. Então, algo em meu coração dizia que ele iria nos deixar.
Dificilmente pude ouvir o resto do que foi dito. Simplesmente a maneira pela qual ele falou aquelas palavras permaneceram comigo. Depois do culto, Billy colocou o pai dele no assento da frente do carro e eu estava no detrás. Eu sabia que Bill não havia voltado a si ainda e então eu disse: “Billy, acho que seu pai vai partir”.
Bem ele simplesmente ficou nervoso comigo e disse: “Não se atreva a dizer isso”.
Eu queria perguntar a Bill sobre o que ele tinha dito e se eu tinha entendido ou não mas Billy não quis que eu o fizesse porque ele tinha ficado muito chateado com isto. Então eu nunca perguntei, mas em meu coração eu sabia disto e o Senhor o levou cerca de três semanas mais tarde.
Este é um dos testemunhos extraído do livro chamado: GERAÇÃO escrito por ANGELA SMITH, a qual é neta de WILLIAM BRANHAM e filha de REBECA E GEORGE SMITH.

Nenhum comentário: